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Receita faz operação para apreender 50 mil cigarros eletrônicos em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal faz nesta quarta-feira (31) uma operação contra o contrabando de cigarros eletrônicos em um shopping popular na região central da cidade de São Paulo.

Tire suas dúvidas sobre os cigarros eletrônicos Vape ‘com gostinho’ e nicotina pode viciar e levar ao tabaco, diz jovem de 14 anos A ação, batizada de Toxicus Fumus, conta com apoio da Polícia Militar e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e marca o Dia Mundial sem Tabaco.

Segundo a Receita Federal, a ação se concentra no shopping popular porque no local foi verificada a venda de cigarros eletrônicos contrabandeados por diversos estabelecimentos.

Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como vaper, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar, heat not burn (tabaco aquecido), dentre outros, são produtos proibidos de serem importados, comercializados ou divulgados por meio de propaganda em todo o Brasil, de acordo com Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa, a RDC nº 46, de 28 de agosto de 2009.

Após a retomada das aulas presenciais nas escolas de todo o Brasil, segundo a Receita Federal, houve uma explosão do uso desses produtos, principalmente entre os estudantes de 14 a 17 anos.

“Sob a ilusão de serem produtos inofensivos se comparados aos cigarros convencionais, alastrou-se o seu consumo e, por consequência, o contrabando e a comercialização desses produtos em lojas físicas e virtuais”, afirma o órgão em nota.

Os cigarros eletrônicos são produtos cujo valor vai de R$ 60 a R$ 620. O tamanho também é variado. Alguns são parecidos com um pendrive, podendo, dessa forma, passar despercebidos ou ser facilmente escondidos entre outras mercadorias.

A expectativa é pela apreensão de aproximadamente 50 mil aparelhos e acessórios com valor de mercado na ordem de R$ 10 milhões.

Além da perda das mercadorias apreendidas, os responsáveis responderão pelo crime de contrabando e outros correlatos.

O nome da ação, Toxicus Fumus, fumaça tóxica em latim, faz alusão ao vapor liberado pelos dispositivos apreendidos.

VÍCIO

A nicotina, substância presente em grande parte dos cigarros eletrônicos e no tabaco, ativa áreas do cérebro envolvidas com o prazer e a gratificação, aumentando os níveis de um neurotransmissor chamado dopamina, relacionado ao vício.

Segundo o Humberto Bassit Bogossian, pneumologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “a nicotina é uma das drogas que mais causam dependência. Em menos de 20 segundos, ela chega ao cérebro e libera substâncias químicas que provocam relaxamento e bem-estar. Por outro lado, apenas 20 minutos depois, sua ausência já pode ser sentida”, afirmou o médico.

Entre 20% e 30% das pessoas que começaram a fumar sentem os sintomas da abstinência depois de um mês. Bogossian lembra ainda que muitos adultos com problemas secundários ao tabagismo começaram a fumar na adolescência, como mostra uma pesquisa do Ministério da Saúde e IBGE de 2008: 80% dos fumantes brasileiros começaram antes dos 19 anos, e 20% com menos de 15.

“Com o vape, as pessoas acabam utilizando maiores quantidades de nicotina do que com o cigarro comum, por isso o risco de dependência pode ser maior. O cigarro eletrônico foi criado para o tratamento do tabagismo, mas acabou sendo usado para finalidade recreativa, o que deturpou a ideia original do dispositivo”, completa o médico.

FRANCISCO LIMA NETO / Folhapress

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