O mundo pela ótica de Joice Berth, no Mais Preta

Novabrasil
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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

Joice Berth está sintonizada com o mundo em que vivemos hoje. Seu campo de pesquisa aborda o direito à cidade, com foco nas dinâmicas de raça e gênero presentes nos espaços urbanos. Prestes a lançar o livro “Se a cidade fosse nossa”, a pesquisadora é a convidada da semana no +Preta.

Uma das ativistas antirracistas de maior destaque no Brasil, Joice Beth é arquiteta urbanista, escritora e apresentadora do podcast Já Pensou?. Atua também como Assessora Parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo, além de ter estudos no campo da Psicanálise.

Com argumentos e posicionamentos importantes diante a opinião pública, Berth é colunista da Revista Elle Brasil e já foi colunista de Justiça do site CartaCapital. Foi também jurada do 7º Prêmio de Arquitetura do Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel, e foi curadora da Exposição Casa Carioca do Museu de Arte do Rio.

No +Preta, Joice Berth fala sobre seu novo livro “Em Se a cidade fosse nossa”. | Foto: novabrasil

Junto as questões de raça e gênero, discute também cultura e comportamento, tanto em palestras nacionais ou internacionais que realiza quanto em suas redes sociais.

Joice Berth é autora do livro Empoderamento, publicado pela coleção Feminismos Plurais, da Editora Pólen, selo Sueli Carneiro, sob coordenação de Djamila Ribeiro, e agora se prepara para lançar Em Se a cidade fosse nossa –  fruto de anos de pesquisa, que conta a história da formação das cidades brasileiras desde a colonização, para deixar evidente o quanto nossos projetos de urbanização, mesmo os mais recentes, carregam uma herança higienista que teima em se perpetuar.

“Os rappers trouxeram um resgate da nossa conexão com a rua.” diz Joice Berth

Em conversa com Adriana Couto, por meio de suas memórias musicais mais pretas, Joice Berth reflete sobre os espaços urbanos, como as cidades e as ruas. A música Rua Direita, do grupo Os Originais do Samba, de 1972, foi fruto de reflexão da pesquisadora, que a associou com suas memórias da infância.

Joice Berth | Foto: Wendy Andrade/Reprodução

Além disso, Berth também ressaltou a importância dos rappers para a conexão com a rua:

“Os rappers trouxeram um resgate da nossa conexão com a rua, seja através da letra explícita, como ‘a rua é nós’ ou ‘não existe amor em SP’, ou tipo ‘nós estamos aqui na quebrada, na rua e tal’.”

Ouça o episódio na íntegra:

Sobre o ‘+Preta’

+PRETA coloca no dial da Novabrasil músicas cantadas e/ou compostas por artistas negros e negras brasileiras de diferentes gerações. O programa embarca na diversidade da produção contemporânea, mas não perde a chance de apresentar clássicos e raridades.

Sem preconceitos e com muito afeto o +PRETA celebra a beleza e força criativa da música brasileira a partir da experiência de uma pessoa negra.

A cada edição, um/uma artista, personalidade, ou intelectual negra divide com o público suas memórias musicais + pretas em quadros especiais como: o samba da vida, a música da família, o som revolucionário, o hit que inspirou uma mudança.

No comando do microfone, a apresentadora Adriana Couto, uma das profissionais mais conhecidas do jornalismo cultural.

Confira a playlist oficial do programa:

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