RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

PDV da GM tem carro, salários extras e plano de saúde para cortar 1.215 em São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Funcionários da GM (General Motors) que tenham mais de sete anos de casa e aderirem ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) receberão um veículo Onix Hatch ou R$ 85 mil como parte do pacote de benefícios acertado pela montadora com os sindicatos de metalúrgicos.

A proposta da companhia foi aprovada em assembleias em Mogi das Cruzes, São Caetano do Sul e São José dos Campos nesta sexta (1º). A meta da GM é demitir 1.215 funcionários das três fábricas, segundo informações dos sindicatos.

A GM não comentou os detalhes das propostas discutidas com os sindicatos, mas confirmou que o programa de desligamento foi aprovado nas três unidades.

Essa não é a primeira vez que a montadora inclui um carro ou o valor equivalente no plano para incentivar demissões. Há quatro anos, porém, o tempo de casa era maior, de nove anos.

Segundo a proposta de indenizações fechada nesta sexta, os funcionários empregados há mais tempo também receberão cinco meses de salário e plano médico por seis meses (que pode ser substituído por R$ 12 mil).

Quem trabalha há menos de sete anos na companhia receberá seis meses de salário, adicional de R$ 15 mil e plano médico por três meses ou R$ 6.000. Em Mogi, como há mais funcionários empregados há menos tempo, há faixas intermediárias de indenização e adicionais de R$ 15 mil.

Davi Martins, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, diz que também ficou acertado que cada adesão resultará no retorno de outro empregado em licença remunerada.

A fábrica de Mogi produz peças e tem 480 funcionários. Em outubro, 105 foram demitidos, na mesma leva de cortes que atingiu as duas outras unidades, e que foram canceladas após determinação da Justiça do Trabalho.

As fábricas da GM no Brasil chegaram a ter 17 dias de greve por causa das demissões -o acordo fechado com os sindicatos prevê a compensação de 50% dos dias parados até junho de 2024.

“O PDV já tem uma procura imensa, com muita gente indo embora. As demissões [em outubro] criaram muita insegurança, porque foram totalmente sem critério”, diz Davi. Os readmitidos dos três municípios estão, desde então, em licença remunerada.

Em São José do Campos, a meta é dispensar 830 trabalhadores, segundo o sindicato local.

O período de adesão ao PDV é de 5 a 12 de dezembro. Para quem não aderir, haverá estabilidade no emprego até 3 de maio de 2024.

A fábrica de São José dos Campos tem cerca de 4.000 trabalhadores e produz os modelos S10 e Trailblazer.

Em São Caetano do Sul são produzidos os modelos Spin, Tracker e Montana e trabalhavam cerca de 4.300 metalúrgicos, segundo o sindicato. Na fábrica do ABC, o plano da GM é cortar 290 postos de trabalho. Em outubro, 300 foram demitidos.

Na época dos cortes, a GM disse que as demissões eram necessárias devido à queda nas vendas e nas exportações.

“Esta medida foi tomada após várias tentativas atendendo as necessidades de cada fábrica como, layoff, férias coletivas, days off e proposta de um programa de desligamento voluntário. Entendemos o impacto que esta decisão pode provocar na vida das pessoas, mas a adequação é necessária e permitirá que a companhia mantenha a agilidade de suas operações, garantindo a sustentabilidade para o futuro”, afirmou a empresa, em outubro.

FERNANDA BRIGATTI E ANA PAULA BRANCO / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS