RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

EUA vão cooperar com Plano de Transformação Ecológica de Haddad, diz Kerry na COP28

DUBAI, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS (FOLHAPRESS) – O enviado especial do clima dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou nesta sexta-feira (01), em nota conjunta com o ministro brasileiro Fernando Haddad (Fazenda), a intenção de cooperar bilateralmente para a implementação do Plano de Transformação Ecológica que está em construção em Brasília.

Segundo a nota, a cooperação deve expandir instrumentos financeiros para a implementação do plano e formar uma coalizão de atores interessados no setor tecnológico, para discutir desde questões regulatórias até mesmo inteligência artificial.

O governo brasileiro planeja lançar forças-tarefa para mobilizar governos, filantropia, setor privado e atores multilaterais na implementação do plano -que ainda é um rascunho de ideias. As forças-tarefa devem se reunir em fevereiro, logo antes do encontro dos ministros das finanças do G20, que já estará sob a presidência brasileira.

Ainda sem apresentar um documento ou discutir propostas do Plano de Transformação Ecológica, o governo organizou um evento com autoridades brasileiras para celebrar a iniciativa na COP28, também nesta sexta.

O ministro Fernando Haddad citou uma série de projetos do governo federal como já sendo parte do plano. Entres eles, estão a criação de um mercado de carbono, a emissão de títulos soberanos sustentáveis, a taxonomia sustentável e a revisão do Fundo Clima.

No entanto, o cerne do plano deve ser um pacote de investimento em tecnologias verdes, especialmente no setor energético.

“[Vamos criar] condições para um nova onda de investimentos que terá como objetivo principal o adensamento da indústria, com tecnologia e inovação”, afirmou Haddad.

O ministro citou a previsão de que o plano precisará mobilizar investimentos entre US$ 130 bilhões até US$ 160 bilhões anuais nos próximos dez anos, em setores como energia, adaptação climática e mobilidade.

Questionado sobre a ausência de uma previsão para o teto de exploração de combustíveis fósseis no Plano de Transformação Ecológica, Haddad se limitou a responder que o governo está todo se movendo na mesma direção.

“Os ritmos pode ser que não estejam sincronizados”, afirmou, em referência aos calendários de desinvestimento em combustíveis fósseis e investimento em fontes renováveis.

Para Marina Silva (Meio Ambiente), o discurso do presidente Lula na COP28 nesta mesma tarde entregou “o termo de referência” para se discutir o teto para combustíveis fósseis.

“É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis. Temos de fazê-lo de forma urgente e justa”, afirmou Lula na COP28.

Entretanto, para o alto escalão do Ministério de Minas e Energia, o recado de Lula foi interpretado de outra forma. A pasta vê nas cobranças de Lula às responsabilidades dos países ricos um sinal de que o Brasil não se adiantará no movimento de prever a eliminação de combustíveis fósseis.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou durante o evento que o banco está alinhando seus critérios de concessão de créditos à meta de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C. No entanto, não soube responder sobre uma data para a implementação do novo critério.

Para ele, o alinhamento a 1,5°C não impede investimentos em novas explorações de petróleo. “Essas emissões seriam compensadas, é assim que se alinha a 1,5°C”, disse à reportagem.

O evento contou com a presença, no palco, de Dilma Rousseff, que comanda o banco dos Brics, e de Ilan Goldfajn, presidente do BID (Banco Interamericanos de Desenvolvimento), mas eles não se pronunciaram.

ANA CAROLINA AMARAL / Folhapress

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS