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Xi pede atenção de Scholz ‘contra protecionismo crescente’

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – O líder chinês Xi Jinping se reuniu nesta terça (16) com o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, e defendeu que os dois países se mantenham “vigilantes contra o protecionismo crescente”, em meio a ações europeias visando restringir importações da China.

O encontro em Pequim culmina uma visita de três dias de Scholz, em que ele foi acompanhado por alguns dos principais executivos das montadoras alemãs, como Volkswagen e Mercedes-Benz, e também de outros setores, como Siemens e Bayer.

Em entrevista ao alemão Welt no início da visita, a presidente da associação da indústria de automóveis, Hildegard Mueller, disse que “os negócios com a China garantem um grande número de empregos na Alemanha” e alertou para o impacto negativo de eventuais tarifas europeias contra carros fabricados na China.

Falando à rede alemã ARD e à agência chinesa Xinhua, o CEO da BMW defendeu ampliar a presença na China, com mais investimento. A VW anunciou oficialmente, durante a visita, que investiria mais 2,5 bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões) em sua estrutura de pesquisa e desenvolvimento no país.

Nesta terça, o Escritório Nacional de Estatística da China divulgou o crescimento do PIB no primeiro trimestre, que surpreendeu, alcançando 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na conversa com Scholz, segundo o relato divulgado por Pequim, Xi afirmou que “as cadeias industriais e de abastecimento da China e da Alemanha são profundamente interligadas e os mercados dos dois países são altamente interdependentes” —e que a “a cooperação mutuamente benéfica não é um ‘risco’, mas uma garantia para a estabilidade das relações”.

Em Xangai, na segunda-feira, Scholz havia falado durante visita a uma universidade que no futuro “também haverá carros chineses na Alemanha e na Europa” e que “a única coisa que deve estar sempre clara é que a concorrência deve ser justa”, sem dumping ou “excesso de produção”.

No domingo, durante o encontro, Xi disse que os dois países devem “olhar a questão da capacidade de produção de forma objetiva, de uma perspectiva orientada para o mercado e global”.

NELSON DE SÁ / Folhapress

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