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Ministros de Lula vão ao Paraguai tentar evitar aumento da tarifa de Itaipu

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira, estiveram no Paraguai nesta terça-feira (16) para tratar do preço da energia da usina de Itaipu.

Em 2023, o valor da tarifa de energia da binacional aumentou para US$ 16,71/Kw (R$ 82,57 por kilowatt). Em março deste ano, a Folha de S.Paulo revelou que estudos internos da hidrelétrica mostravam que, na verdade, ele poderia ter caído para US$ 10,77.

A viagem dos dois ministros a Assunção teve como objetivo negociar com o Paraguai para evitar um aumento no preço. A reunião foi revelada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela reportagem.

Silveira e Vieira se reuniram com o presidente paraguaio, Santiago Peña. O que o Brasil pretende é conseguir manter a tarifa em US$ 16,71 até 2025 e, a partir do ano seguinte, começar a reduzi-la.

O esforço dos ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorre no momento em que o governo federal busca iniciativas para reduzir a conta de luz, às vésperas das eleições municipais de 2024.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, após publicar uma MP (medida provisória) para baixar a conta de luz no país em até 5% neste ano, a gestão petista busca mais R$ 35 bilhões para aliviar as faturas a partir de 2025.

A tarifa de energia é uma das principais preocupações do mandatário em meio à queda de popularidade identificada nas pesquisas, ao lado dos preços de alimentos e de combustíveis.

Pessoas envolvidas nas discussões relatam que uma das propostas é usar recursos do próprio Orçamento da União, mas o tema gera resistência do Ministério da Fazenda.

A pasta tenta manter a trajetória de melhora nas contas públicas enquanto vive um cenário de esgotamento das alternativas para a tarefa —mas tem ouvido a argumentação de que, por outro lado, a medida poderia gerar benefícios para a economia como um todo.

Brasil e Paraguai discutem, desde o fim de 2023, o valor da tarifa de Itaipu.

Em janeiro deste ano, o orçamento da hidrelétrica foi bloqueado pelos paraguaios, em razão do impasse sobre qual a tarifa os brasileiros deveriam pagar pela energia não usada do país vizinho.

Um mês depois, houve o desbloqueio, que abriu caminho para pagamentos ligados ao dia a dia da hidrelétrica que dependiam da liberação de recursos. O impasse, no entanto, permanece.

Em abril deste ano, a Folha de S.Paulo revelou que o aumento da tarifa para US$ 16,71, em 2023, ignorou projeção feita por grupo de trabalho interno da própria hidrelétrica, o Cecuse (Comitê de Estudos para Avaliação do Custo Unitário do Serviço de Eletricidade de Itaipu).

Agora, o governo defende manter este patamar. Já o Paraguai reivindica cerca de US$ 22 por kW. Cada dólar representa uma receita adicional superior a US$ 136 milhões à estatal, a ser partilhada entre os dois países.

JOÃO GABRIEL / Folhapress

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