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Dona da CazéTV vende fatia minoritária para General Atlantic e fundo da XP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O influenciador e streamer Casimiro ganhou novos sócios. A LiveMode, empresa que é dona da CazéTV, recebeu um investimento da General Atlantic e de um fundo de private equity da XP, que se tornaram acionistas minoritários.

O valor do aporte e o percentual vendido da empresa não foram divulgados.

A LiveMode: fundada em 2017 pelos ex-donos do canal Esporte Interativo –vendido em 2015 para a americana Turner–, a empresa comercializa direitos de transmissão e publicidade esportivos, além de atuar com produção de eventos ao vivo.

↳ Esse foi o primeiro investimento externo recebido pela empresa, que criou a CazéTV em parceria com Casimiro em 2022.

↳ Um ano antes, a LiveMode foi contratada pela Fifa para encontrar um interessado nas transmissões online dos jogos da Copa do Mundo de futebol que aconteceria no ano seguinte.

↳ A TV Globo, detentora dos direitos, havia perdido a exclusividade dos canais digitais do torneio depois de ter renegociado durante a pandemia o contrato de transmissão.

↳ A LiveMode decidiu então apostar na parceria com Casimiro para criar a CazéTV. Os dois já tinham um acordo para a transmissão de partidas do Athletico-PR no Campeonato Brasileiro.

Hoje, a empresa também tem parceria com o Comitê Olímpico Internacional para a transmissão online das Olimpíadas de Paris. Ela ainda atua como assessora dos clubes que fazem parte da Liga Forte Futebol –um dos dois grupos que negociam a transmissão dos direitos de TV das equipes do Brasileirão a partir de 2025.

A estratégia: o investimento será focado em três áreas, segundo as empresas –ligas de futebol, esportes olímpicos e esportes emergentes. A LiveMode também pretende focar na expansão internacional.

O aporte vem em um momento de novos acordos bilionários de streamings com transmissões esportivas mundo afora.

Nos EUA, ESPN, Fox e Warner Discovery anunciaram há dois meses que irão lançar uma plataforma conjunta de transmissão das principais ligas americanas.

A Apple pagou em 2022 US$ 2,5 bilhões (R$ 12,9 bilhões) para passar os jogos da MLS (liga americana de “soccer”) por dez anos.

A Amazon, que transmite um jogo por rodada da NFL (liga de futebol americano), também veicula partidas da Copa do Brasil de futebol.

A Netflix vai pagar US$ 5 bilhões (R$ 25,8 bi) para a transmissão ao vivo, a partir de janeiro de 2025, dos eventos de luta livre da WWE (World Wrestling Entertainment).

**GRINGOS DOMINAM VAREJO ONLINE BRASILEIRO**

Os estrangeiros estão dominando as vendas online no Brasil.

A forte presença dos apps gringos, principalmente asiáticos, aparece tanto em volume de vendas quanto em quantidade de downloads no país.

Nos últimos 12 meses, a singapurense Shopee superou a chinesa Shein entre os apps de compra no país e assumiu a segunda posição, só atrás do argentino Mercado Livre, segundo levantamento do AppMagic.

Um relatório do BTG apontou que a receita bruta com vendas online (GMV, na sigla em inglês) da Shein ultrapassou R$ 15 bilhões no Brasil no ano passado, enquanto a da Shoppe alcançou cerca de R$ 20 bilhões.

O Mercado Livre está bem na frente, com R$ 108 bilhões, seguido de Magalu (R$ 45 bi) e da filial brasileira da Amazon (R$ 25 bi).

Enquanto a Shein acelera sua produção brasileira desde o início do programa Remessa Conforme, que tributa compras feitas no exterior, a Shopee diz que 90% de suas vendas por aqui são de comerciantes locais.

Nova concorrente? O varejo brasileiro ainda tenta se ajustar às rivais que vêm do Oriente, mas uma nova empresa de lá pode estar prestes a desembarcar no país.

É a Temu, da chinesa Pinduoduo, que desde maio do ano passado é o aplicativo de compras mais baixado do mundo.

Ela é mais generalista, num modelo parecido com Shopee e Amazon, e tem como diferencial recursos como compras em grupo e um forte time de influencers.

A empresa não divulga quando chegará por aqui, mas já ocupa o 65º lugar no ranking dos apps de compras mais baixados do Brasil, à frente da Marisa (66º), Mobly (67º) e Zara (75º), de acordo com o App Magic.

**LUCRO DA TESLA DESPENCA, MAS AÇÕES SOBEM**

Tombo de 55% no lucro na comparação anual;

Recuo de 9% na receita, abaixo da estimativa do mercado;

Queima de caixa de US$ 2.5 bilhões, no primeiro trimestre de fluxo de caixa negativo desde o início de 2020.

Esses foram os resultados da Tesla no primeiro trimestre, que ainda assim viu suas ações subirem 11% na negociação pós-mercado.

O que explica? A montadora chefiada por Elon Musk animou os investidores ao anunciar que vai adiantar o lançamento de novos modelos, inclusive os que serão vendidos a preços mais acessíveis em relação ao portfólio que a companhia tem hoje.

Ela não deu mais detalhes, mas disse que esses veículos serão lançados até a metade do próximo ano.

Por que importa: a Tesla tem sofrido com a queda da demanda por carros elétricos e com a concorrência chinesa, cujos modelos são vendidos a preços mais baixos.

Em janeiro, Musk disse que a empresa estava se preparando para iniciar a produção de um novo carro de menor custo no ano que vem, com preço de US$ 25 mil (R$ 128 mil). Hoje, o Model 3, a versão de entrada, sai a partir de US$ 38.990 (cerca de R$ 200 mil).

O empresário também reforçou ontem os investimentos da companhia em veículos autônomos, segmento que pode transformar o modelo de negócio da montadora.

As novidades podem aliviar o tombo nas ações da Tesla no ano. Até antes da divulgação do balanço, elas recuavam 42% em 2024, tirando US$ 64,8 bilhões (R$ 334 bilhões) da fortuna de Musk.

O empresário foi ultrapassado por Mark Zuckerberg (Meta) e Jeff Bezos (Amazon) no período.

**PARTICIPAÇÃO EM PROTESTO LEVA À DEMISSÃO NO GOOGLE**

“Nós temos uma cultura vibrante de diálogo aberto que nos permite criar produtos incríveis e transformar ideias em ações. Mas, antes de tudo, somos um local de trabalho e nossa política está clara: nós somos um negócio.”

Essa foi a mensagem do CEO do Google, Sundar Pichai, aos funcionários depois de a empresa ter demitido 48 pessoas desde a última quarta (17) por participações em protesto, segundo o jornal americano Washington Post.

Entenda: as manifestações tiveram como alvo um projeto da empresa contratado pelo governo israelense em 2021, mas que voltou à tona agora em meio à guerra em Gaza.

Trata-se do Project Nimbus, um contrato conjunto de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,3 bilhões) com a Amazon para fornecer ao governo israelense serviços de IA e nuvem.

Segundo a publicação, o Google investigou mobilizações em suas sedes em Sunnyvale (Califórnia) e Nova York.

“Impedir fisicamente o trabalho de outros funcionários e impedi-los de acessar nossas instalações é uma clara violação de nossas políticas e um comportamento completamente inaceitável”, disse o Google em um comunicado sobre a ocupação.

Um representante da empresa disse que o contrato Nimbus “não é direcionado para trabalhos sensíveis, confidenciais ou militares relevantes para armas ou serviços de inteligência”.

Os manifestantes afirmam que o Google tem pouco controle sobre como Israel usa sua tecnologia.

ARTUR BÚRIGO / Folhapress

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