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Suspeita de ser mentora de crime com morfina em brigadeirão é investigada em caso de sequestro em MG

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Suyany Breschark, 27, que se identifica como guia espiritual, é investigada em Minas Gerais sob suspeita de sequestro do ex-namorado, em 2022. Atualmente, ela está presa no Rio de Janeiro por suspeita de arquitetar a morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, 49.

O empresário foi encontrado morto, no dia 20 de maio, no Engenho Novo, zona norte do Rio. A investigação aponta que a então namorada dele, Júlia Pimenta, 29, teria colocado comprimidos de morfina em um brigadeirão.

A overdose teria matado o empresário. A motivação do crime, segundo a polícia, seria ficar com os bens dele, como o carro e dinheiro da conta bancária. Suyany, que é guia espiritual de Júlia, teria ficado com parte dos bens.

A defesa de Suyany nega o envolvimento no caso do crime do brigadeirão e não foi encontrada pela reportagem para se posicionar sobre o inquérito da polícia de Minas Gerais. Já a defesa de Júlia afirma que ela irá contribuir com a Justiça.

Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais afirmou que “um inquérito policial tramita a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Civil, em Uberlândia, em que a mulher figura como suspeita de ter sido a mandante do crime”.

“Com a localização da suspeita, agora, a repartição policial irá encaminhar carta precatória para ouvi-la no inquérito policial que ora tramita e, concluída a investigação, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário”, acrescentou a polícia.

O crime teria ocorrido em agosto de 2022, quando o ex-namorado de Suyany trafegava por uma rodovia mineira e afirma ter sido raptado por homens que estavam em outro veículo. Ele conta que foi levado à força para uma clínica de reabilitação.

No local, foi informado que teria sido a mãe dele quem determinou a internação. No entanto, ao verificar o telefone da pessoa que solicitou o ato compulsório, notou que o número de celular era de sua ex-namorada, Suyany. Ele contou que, neste momento, conseguiu sair da clínica e procurou a polícia.

QUEBRA DE SIGILO BANCÁRIO E TELEFÔNICO

Nesta quinta (6), a Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a quebra do sigilo bancário e telefônico de Júlia e Suyany.

A investigação pretende descobrir há quanto tempo Júlia realizava pagamentos a Suyany e se outros homens foram vítimas da dupla.

Em seu depoimento, Suyany afirmou que Júlia lhe devia R$ 600 mil devido a trabalhos espirituais em que ela teria sido mentora. Disse ainda que a dívida era quitada com pagamentos de R$ 5.000 mensais.

Ainda de acordo com Suyany, a dívida era referente à “limpeza espiritual para que familiares, e (ex) namorados não descobrissem a vida de Júlia como garota de programa e também para atrair mais clientes”, diz trecho de seu depoimento.

A polícia acredita que Suyany foi a mentora intelectual da morte de Ormond e tenta provar que teria partido dela a ideia de envenenar o namorado de Júlia. As duas têm uma relação há pelo menos 12 anos.

O padrasto de Júlia, que é policial civil aposentado, afirmou em depoimento que a enteada confessou ter praticado o crime após ter sido ameaçada por Suyany.

Segundo ele, “Júlia contou para a mãe que foi induzida por uma ‘feiticeira’ a fazer uma besteira; que, segundo Júlia, ela teria feito o que fez porque essa feiticeira iria matar, através de feitiço, o declarante, a mãe da Júlia, o namorado Jean e a família dele; que Júlia disse acreditar que tal feiticeira iria matar seus familiares por meio de trabalhos e feitiços” —além de Ormond, Júlia tinha outro namorado, segundo as testemunhas.

Ainda segundo o padrasto de Júlia, ele dava dinheiro para a enteada e, há cerca de um mês, transferiu R$ 60 mil para a conta dela. A quantia, segundo ele, seria para investimento em um fundo. Júlia, no entanto, confessou que ter dado toda a quantia a Suyany.

A mãe de Júlia, por sua vez, disse à polícia que a filha acreditava em tudo o que Suyany lhe dizia, como doenças familiares inexistentes.

Também nesta quinta a polícia recebeu a confirmação do IML (Instituto Médico Legal) de que morfina fora encontrada no estômago de Ormond, junto a outras medicações e um líquido marrom, que seria o brigadeiro.

A polícia diz acreditar que Júlia o tenha envenenado com comprimidos de morfina e outros remédios que foram moídos e colocados dentro do brigadeirão.

O envenenamento, de acordo com a polícia, teria ocorrido de forma lenta, mas uma dose maior teria sido administrada no dia 17 de maio. Isso porque imagens de câmeras de segurança do prédio mostram o casal descendo ao playground pelo elevador com o doce e cervejas, às 17h04. Às 17h47, imagens mostram o casal retornando ao apartamento, e a vítima já aparentava não estar bem.

Testemunhas, como o porteiro do prédio e uma amiga de Ormond, afirmaram que o empresário estava havia dias com a fala lenta e que chegou a dizer que usava medicação para controle de pressão.

A polícia diz acreditar que Júlia tenha ficado pelo menos três dias com o cadáver de Ormond no apartamento, enquanto levava bens e esperava por um cartão de crédito da conta conjunta que tinham aberto. Nesse período ela também tentou transferir o carro do empresário para o seu nome.

BRUNA FANTTI / Folhapress

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