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Médica improvisa embalagem de bolo como máscara de oxigênio para salvar bebê no RN

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A equipe médica do hospital municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz, a cerca de 116 km de Natal, no Rio Grande do Norte, improvisou um suporte de oxigênio com uma embalagem plástica de bolo para manter a respiração de um bebê de 3 meses. O caso aconteceu no domingo (9).

Procurada por mensagens e telefone, a Secretária Municipal de Saúde de Santa Cruz e o hospital não responderam à reportagem.

O bebê deu entrada no sábado (8), segundo nota do hospital, com quadro de desconforto respiratório grave, além de congestão nasal, febre, vômitos e diarreia. A equipe médica suspeitou de bronquiolite e o bebê precisou de auxílio para manter a respiração. A dificuldade respiratória chegou a afetar tórax e pulmões da criança.

Segundo a família, o equipamento de oxigênio fornecido pelo hospital não se adequou à criança por conta do tamanho. A ideia da médica responsável pelo atendimento foi improvisar com a embalagem um suporte para nebulização.

“Ele estava usando a máscara de nebulização, mas a boca dele começou a ressecar pois ele já estava ali há muito tempo. Começou a ficar muito roxo, sem ar, precisando de oxigênio. Assim que colocaram a embalagem ele imediatamente começou a melhorar “, disse Karina Júlia, tia do bebê.

“A médica comunicou à mãe que faria (o improviso). Disse que teve uma ideia e que daria certo. Ela foi um anjo na vida dele. Se não tivesse feito isso, ele não teria resistido. Todo mundo está falando mal, mas ele resistiu graças à equipe e à médica que teve a ideia de fazer aquele capacete com tampa de bolo”, afirmou a tia.

A criança nasceu com hidrocefalia (acúmulo de líquido entre as cavidades cerebrais), síndrome de Dandy-Walker (má formação que afeta o vermis cerebelar, responsável pela locomoção) e usa bolsa de colostomia, de acordo com a família.

O boletim de saúde mais recente do bebê foi divulgado pela prefeitura de Santa Cruz. Em nota, o município afirmou que a criança está clinicamente grave, ainda com quadro de desconforto respiratório e taquidispineia. O bebê segue monitorado, com suporte de oxigênio.

YURI EIRAS / Folhapress

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