Fico arrasada com as falas dela, diz Alexandra Richter sobre pérfida vilã em ‘Família É Tudo’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Foi no dia em que gravava a morte de Nice em “Terra e Paixão” (Globo), que Alexandra Richter recebeu o convite para interpretar a cruel Brenda Monteiro em “Família É Tudo”. Ela achou ótimo interpretar um personagem sem característica cômica alguma.

Não porque esteja cansada de fazer rir. Alexandra queria mostrar a sua versatilidade como atriz. E está conseguindo. “A maldade da Brenda está no olhar dela, nas coisas que ela fala e pensa, no modo como age”, diz, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Ela não esconde que não tem sido fácil. “Fico arrasada com as falas dela”, afirma. “Esses dias ela falou para o marido, que está com problemas de saúde, que era muito nova para cuidar de velho gagá. Gente, jamais diria isso! Sou casada há 27 anos!”, conta.

A atriz conheceu o marido, Ronaldo Braga, cientista na área de inteligência artificial, ainda na infância. Eles moravam no mesmo bairro e tinham o mesmo grupinho de amigos. Ela conta que era a engraçada da turma, e ele, o nerd. O romance começou anos depois.

A personagem de Alexandra na novela das sete é a mãe narcisista e egocêntrica de Tom (Renato Góes), que é mais fiel à ex-nora Paulina (Lucy Ramos) do que ao filho –inclusive, faz de tudo para atrapalhar a vida do rapaz e impedir o relacionamento dele com Vênus (Nathalia Dill). Em uma das suas malandragens, Brenda arma um flagra para o filho achar que estava sendo traído.

Alexandra faz maldade de dia e à noite nas telas. No Vale a Pena Ver de Novo, ela está no ar como a elitista Sônia Sarmento em “Cheias de Charme”, patroa de Cida (Isabelle Drummond), uma das empreguetes da trama, de quem sempre relembra com carinho nas redes sociais.

“Ainda bem que a Sônia é mais cômica, mais uma personagem de conto de fadas. Imagina se eu estivesse na TV agora com as duas do mesmo jeito…”, comenta. “Não ia ser chamada para nada”, diz, aos risos.

Como sempre foi engraçada e, segundo ela, estabanada, naturalmente os papéis que mais interpretou foram cômicos. Mas a atriz diz que não se preocupa de engatar apenas em um viés.

No começo da carreira, ainda no teatro, até tinha uma certa preocupação, mas os papéis que fez em 12 anos nos palcos antes de estrear nas telas, aos 36 anos, foram variados. “Faço outras coisas. Infelizmente, não tenho a faceta cantora, bailarina e dançaria, que eu adoraria ter para fazer musical, acho incrível.”

Sobre a mais recente personagem, Alexandra até tenta entender o histórico de Brenda, mas são apenas hipóteses para tamanha vilania. “Ela é má por ser má, é a natureza dela, e isso é um desafio porque, como é uma obra aberta, ainda não sei porque ela é assim.”

MARIA PAULA GIACOMELLI / Folhapress

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