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Taiwanesa alvo de ataques de gênero vence polonesa e leva ouro no boxe

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Lin Yu Ting venceu a polonesa Julia Szeremeta e conquistou a medalha de ouro do boxe feminino até 57kg nas Olimpíadas 2024. A taiwanesa, assim como a argelina Imane Khelif, foi vítima de polêmica de gênero no decorrer dos Jogos Olímpicos de Paris.

O triunfo aconteceu por decisão unânime dos juízes. Ela levou a melhor em todos os três rounds na decisão dos juízes. Após o anúncio do resultado, Szeremeta cumprimentou a adversária e celebrou a medalha de prata.

Imane Khelif, da Argélia, conquistou o ouro na categoria até 66kg na última sexta-feira (9). Ela também foi vítima da polêmica de gênero.

Lin Yu Ting conseguiu ditar o ritmo da luta e aproveitou que Julia Szeremeta adotava um estilo de luta com uma guarda mais baixa, e encaixou uma boa sequência de goles. A polonesa, apesar de tentar diminuir espaços, encontrava muitas dificuldades.

Szeremetaa mudou a estratégia e mudou a guarda no último round, e até conseguiu encaixar alguns golpes mais rápidos, mas não conseguiu evitar a derrota.

PROTESTO

Lin Yu Ting viu protestos de adversárias em Paris. Após perder a semifinal, a turca Esra Yildiz Kahraman fez um “X” com os dedos, indicando que tem os cromossomos “XX”. O gesto fez referência à reprovação de Lin Yu Ting em um “teste de gênero” da Associação Internacional de Boxe (IBA, sigla em inglês) no ano passado, que teria indicado que a taiwanesa teria cromossomos “XY”, combinação típica do sexo masculino.

ABRAÇOS

No momento da premiação, as presentes no pódio se abraçaram — inclusive, Esra e Lin —, e fizemos registros juntas. Lin chorou no momento em que as bandeiras foram hasteadas e o hino de Taiwan ecoou na quadra Philippe Chatrier, em Roland Garros, que passou a receber as competições de boxe com o fim do tênis.

ENTENDA A POLÊMICA

Imane e Lin You-Ying, de Taiwan, participaram dos Jogos Olímpicos. Elas competiram em Paris após serem impedidas de participar do mundial de Boxe. A federação internacional se baseou em supostos testes de gênero.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) diz que a IBA não é mais um órgão reconhecido como competente pelo comitê desde 2023. Um documento oficial cita que a organização de boxe apresentou falhas recorrentes relacionadas à integridade e transparência da associação, que foi acusada de manipulação de resultados e corrupção.

Durante as Olimpíadas, a federação internacional deu uma caótica entrevista — na descrição de vários repórteres presentes — em que tratou as duas atletas como homens. Mas se recusou a abrir com qualquer transparência os testes feitos em ambas.

Redação / Folhapress

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