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Bienal do Livro abre ao público discutindo ‘romantasia’ e Mauricio de Sousa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Cadê o Harry Potter?”, “na continuação desse todo mundo morre”, “quero comprar muitos mangás”, “essa capa é muito feia”. Foram algumas das frases entreouvidas no pavilhão do Distrito Anhembi, onde acontece desde a manhã desta sexta-feira a Bienal do Livro de São Paulo.

Até o domingo que vem, dia 15, os livros tomarão conta das conversas em São Paulo –assim como explicava Mauricio de Sousa a sua filha, Mônica, ao falar sobre o poder da Bienal.

Depois de anos como acompanhante do pai, foi a vez de Mônica Sousa subir ao palco da Arena Cultural para falar do legado criativo e empresarial do quadrinista, lado que muitas vezes é esquecido pelo público.

A presença da diretora da Maurício de Sousa Produções já era antecipada por centenas de adultos e crianças com arcos de orelhas de coelho azul em homenagem a Sansão.

Em seguida, a mesa sobre “romantasia”, gênero que promove o encontro do romance com o terreno do fantástico, foi uma das que geraram maior comoção neste primeiro dia de festa, no geral ainda morno.

O público reagia com aplausos e gritos a cada vez que uma das autoras era introduzida à conversa e fazia coro aos repetidos lamentos pelo fim do X (antigo Twitter) no Brasil, espaço em que essas autoras e suas obras eram dominantes.

A mediadora Iris Teles levantou questões sobre as regras da romantasia -se finais felizes são obrigatórios, por exemplo. Mas o argumento geral foi o de que o rótulo não é tão importante. FML Pepper, autora de “Treze”, disse que não se importa em escrever romance, fantasia ou uma mistura equilibrada dos dois. “Mais importante do que o gênero é dar ao leitor o que ele realmente quer, uma boa história”.

Ao longo dos próximos dez dias, autores e leitores de diversos gêneros e tribos continuarão se encontrando no evento multicultural que tem sua 27ª edição.

Longe da tribo da romantasia, composta em grande maioria por jovens de cabelos coloridos e roupas pretas, homens e mulheres mais velhas sentavam no espaço Cordel e Repente para ouvir o escritor e compositor Bráulio Tavares falar sobre a memória oral nordestina.

Do outro lado do pavilhão, religiosos e acadêmicos faziam perguntas na mesa sobre fé e poder, composta pela jornalista Anna Virginia Balloussier e pelos pesquisadores Bruno Paes Manso e Viviane Costa.

O primeiro dia não viu muitas filas ou multidões aguardadas para o final de semana, mas alguns clássicos do evento já marcaram presença, como as excursões escolares, os leitores munidos de malas para carregar compras e os influenciadores literários, equipados com câmeras, paus de selfie e microfones.

ISADORA LAVIOLA / Folhapress

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