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Governo de São Paulo conclui processo de privatização da Emae

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Governo de São Paulo e o Fundo Phoenix FIP assinam nesta quarta-feira (2) o contrato de compra e venda das ações da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), concluindo o processo de privatização da companhia, que era a última estatal de energia do estado de São Paulo.

A assinatura é feita após ser emitida a certidão de trânsito em julgado da aprovação da compra pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sem restrições, na semana passada.

O Fundo Phoenix foi o vencedor do leilão de privatização da Emae, realizado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Governo de SP em abril deste ano. Com uma oferta de R$ 70,65 por ação, o grupo arrematou toda a fatia que o estado possui na companhia, numa transação de mais de R$ 1,04 bilhão.

Em uma disputa com muitos lances, o resultado superou com folga a arrecadação mínima esperada, de R$ 780 milhões. Outros dois grupos também participaram do leilão, a francesa EDF e a Matrix Energia.

O preço mínimo por ação foi estabelecido no edital em R$ 52,85. O critério para definir o vencedor era quem oferecesse o maior valor sobre esse piso.

Desde o leilão, a ação preferencial da companhia acumula queda de quase 50%, cotada a R$ 39. O valor de mercado da empresa hoje é de cerca de R$ 1,8 bilhão.

O Fundo Phoneix é administrado pela gestora de investimentos Trustee DTVM e tem o empresário Nelson Tanure como acionista de referência. O investidor já teve participação em grandes empresas como a Oi, e hoje é o principal acionista da Light e da Prio (antiga PetroRio). O Banco Master de Investimento também possui fatias no fundo.

Diferentemente da privatização da Sabesp, com a desestatização da Emae o governo deixou de ser sócio ou ter qualquer participação na companhia. A gestão de Tarcísio de Freitas optou pela modalidade de venda em lote único, com oferta de 14,7 milhões de ações da Emae, sendo 14,4 milhões de titularidade do governo paulista e outras 350 mil do Metrô.

Essa fatia representa 38,93% do capital social da companhia. A Eletrobras detém outros 39,02% da empresa.

Remanescente da privatização da Eletropaulo, a Emae produz energia elétrica em quatro usinas hidrelétricas, oito barragens e duas usinas elevatórias de tratamento de efluentes, além de manter atividades de controle de cheias e travessias por balsas.

Galeria Esgoto não tratado no Amapá é desafio de nova sócia da Sabesp Macapá, dona da terceira pior cobertura de serviços de saneamento entre as capitais, tem seus serviços de água e esgoto operados pela Equatorial https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1805107982131509-esgoto-nao-tratado-no-amapa-e-desafio-de-nova-socia-da-sabesp *** A maior parte dessa capacidade vem do complexo Henry Borden, em Cubatão, com capacidade instalada de 889 MW. A hidrelétrica é hoje o principal ativo da companhia, que também opera os reservatórios Billings, Guarapiranga, Rio das Pedras e Pirapora, bem como barragens, diques e balsas que atravessam esses sistemas.

A Emae também administra o trecho canalizado do rio Pinheiros na capital, e faz inclusive o controle de cheias do curso d’água.

Raio-X da Emae

Fundação: 1998

Lucro líquido 2023: R$ 150,5 milhões

Valor de mercado: R$ 1,8 bilhão

Funcionários: 376

Potência instalada: 960,8 MW

Receita líquida em 2023: R$ 603,3 milhões

STÉFANIE RIGAMONTI / Folhapress

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