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Chinesa Xiaomi lança no Brasil modelo avançado de celular com IA e foco na fotografia, por R$ 6.000

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Xiaomi lançou nesta quarta-feira (2) no Brasil o smartphone premium Xiaomi 14T, voltado para entusiastas da fotografia e com recursos de inteligência artificial integrados, seguindo a tendência de outras fabricantes.

O conjunto de câmeras do modelo, desenvolvido em parceria com a marca alemã Leica, promete capturar mais detalhes de ambientes com pouca luz. O modelo chega com o preço sugerido de R$ 5.999 na versão com 512 GB de armazenamento.

A linha T da Xiaomi abrange produtos mais avançados, competindo com celulares da mesma faixa de preço da Samsung, como o Galaxy S24, por exemplo.

Embora a marca chinesa seja reconhecida no mercado brasileiro por modelos linha Redmi Note, mais acessível, Luciano Neto, diretor de produtos da DL Distribuidora, que representa a Xiaomi no Brasil, não vê uma contradição no lançamento de um produto mais caro.

“Esse aparelho com Leica não é para atender toda a demanda, mas aqueles que gostam mais de fotografia. É para atender uma fatia menor do mercado, para os fãs que chegam na loja quase sabendo mais do que o consultor”, disse Neto.

A câmera principal do Xiaomi 14T tem 50 MP e lente Summilux da Leica, referência no setor, com abertura de f/1,7. O sensor usado é o IMX906, da Sony. Há também uma câmera ultrawide de 12 MP, uma teleobjetiva de 50 MP e a frontal de 32 MP. O conjunto abrange distâncias focais de 15 mm a 100 mm (0,6x, 1x, 2x, 4x).

Também recebeu melhorias a gravação de vídeos, com a chegada do chamado Modo Filme, que adota como padrão a proporção de tela 2,39:1 convencional e oferece um efeito de desfoque, semelhante ao Modo Cinema dos iPhones.

O modelo 14T Pro, que não será lançado no Brasil, abrange até 120 mm, tem abertura ligeiramente maior e sensor Light Fusion 900 mais potente, que garantem ainda melhor qualidade em ambientes escuros. A decisão de não trazer a variante para o país ocorreu devido ao preço maior, à burocracia e à intenção da marca de otimizar o catálogo de produtos, hoje com muitas variações.

O chip do Xiaomi 14T é o MediaTek Dimensity 8300-Ultra, de até 3,35 GHz, com 12 GB de RAM, suficientes para tarefas pesadas como edição de vídeos e jogos pesados. A tela Amoled, com contrastes bem definidos e de taxa de atualização de 144 Hz, garante uma visualização mais suave e de alto padrão no celular, comparável aos modelos mais proeminentes.

A bateria de 5.000 mAh promete até 15 horas de uso, e também contribui para sua autonomia o carregador ultrarrápido de 67 W, incluso na caixa —o que a marca faz questão de ressaltar na apresentação.

A proposta premium também chega ao design, com bordas mais estreitas, proporção tela/corpo de 93,3% e revestimento metálico em liga de alumínio.

Em teste realizado pela reportagem durante o evento de lançamento em São Paulo, destacaram-se a qualidade do acabamento do celular, a velocidade de execução dos aplicativos e a ampla captura de detalhes pela câmera mesmo em um ambiente pouco iluminado, comparável a celulares Android mais caros, embora o pós-processamento via software fique bastante evidente.

Os recursos de IA no aparelho passam pelos nativos do sistema operacional HyperOS, baseado no Android, como tradução instantânea e transcrição automática de gravações de áudio, e pelas funcionalidades do Gemini, do Google, como chat e o “circular para pesquisar”.

A IA também está presente na fotografia do celular. O processamento das imagens será auxiliado pelo Xiaomi AISP, inteligência artificial que aumenta o alcance dinâmico, realça cores e reduz ruídos de fotos escuras.

O lançamento ocorre uma semana após a estreia na Europa, em 26 de setembro —a marca não vende celulares nos EUA. O modelo está disponível em cinza e preto na loja oficial da Xiaomi e em varejistas parceiras.

Conhecida pelo crescimento rápido nos últimos cinco anos e preços competitivos no Brasil, a marca em 2023 respondia a cerca de 13% do mercado de celulares no Brasil, atrás da Samsung (39,5%), Motorola (20%) e Apple (18,24%), segundo a plataforma Statista.

GUSTAVO SOARES / Folhapress

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