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Belo Horizonte tem quatro casos confirmados do superfungo Candida auris

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou quatro casos de pacientes contaminados com o superfungo Candida auris em um hospital de Belo Horizonte.

Dois deles já receberam alta, um segue internado e um morreu. O órgão, porém, afirma que o óbito não teve a ver com o fungo e diz que a pessoa estava em estado grave após ter sofrido um acidente de trânsito.

A pasta alerta que o Candida auris tem alta transmissibilidade e capacidade de colonizar rapidamente a pele do paciente. Diz ainda que os leitos de pacientes suspeitos são mantidos isolados e que o Hospital João XXIII tomou todas as medidas de controle e manejo necessárias para proteção dos demais pacientes e profissionais da unidade.

No total, 39 pacientes foram testados. Além dos quatro confirmados, 24 aguardam o resultado dos exames e 11 tiveram resultado negativo –destes, 2 continuam internados e 9 receberam alta.

A Candida auris é um fungo que pode causar infecções invasivas, graves e associadas à alta mortalidade, podendo apresentar características de multirresistência e levar à ocorrência de surtos em serviços de saúde.

Em 2022, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta de ameaça à saúde pública por causa de um terceiro surto no Brasil do Candida auris.

Segundo a órgão informou na época, é possível considerar que houve um surto de Candida auris na época “porque a definição epidemiológica de surto abrange não apenas uma grande quantidade de casos de doenças contagiosas ou de ordem sanitária, mas também o surgimento de um microrganismo novo na epidemiologia de um país ou até de um serviço de saúde —mesmo se for apenas um caso”. O primeiro caso diagnosticado no Brasil aconteceu em 2021.

Em todo o mundo, estima-se que infecções fúngicas invasivas de C. auris tenham levado à morte de entre 30% e 60% dos pacientes. Mas esses números costumam variar bastante a depender das variáveis envolvidas, a exemplo da gravidade da doença que levou o paciente ao hospital (como a Covid) e da capacidade do fungo de resistir ou não aos medicamentos.

Essa espécie de fungo produz “biofilmes tolerantes a antifúngicos apresentando resistência aos medicamentos comumente utilizados para tratar infecções por Candida” e até 90% das amostras de Candida auris analisadas apontam resistência ao fluconazol, anfotericina B ou equinocandinas.

ARTUR BÚRIGO / Folhapress

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