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Morre Luciene Franco, voz marcante do auge da rádio brasileira, aos 85 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Morreu nesta terça-feira (10) a cantora carioca Luciene Franco, popularizada por seu trabalho nas rádios brasileiras, aos 85 anos. A morte foi confirmada nas redes sociais por Márcio Gomes, músico que promoveu o retorno de Franco aos palcos após ela ficar 15 anos longe deles.

“Com grande tristeza, comunico o falecimento de nossa Luciene Franco. Foram quase setenta dias de luta! Está agora nos braços do Pai! Amiga em todos os momentos da minha vida. Eu consegui trazê-la aos palcos depois de seu afastamento voluntário, foi um presente para todos. Sua voz foi e será das mais lindas que já ouvi”, escreveu ele no Instagram.

Franco lidava com complicações de saúde em sua coluna desde o último mês de julho, segundo postagem feita no seu Instagram.

Franco iniciou sua carreira em 1957, a partir da rádio carioca. Ela lançou seu primeiro disco naquele mesmo ano, que contava com um bolero composto por Luiz Bonfá, “Tarde Morena de Espanha”, e um samba de Vincente Paiva, “Ave Maria”.

A cantora ficou conhecida como uma das intérpretes favoritas do compositor Ary Barroso, que impulsionou sua carreira ao levá-la a se apresentar com o cantor Ernani Filho. Em 1958 ela foi indicada por Bonfá para trabalhar na TV Rio, e no mesmo ano, gravou “Paz de Espírito”, samba de Bonfá, e “Eu Fui de Novo à Penha”, de Barroso.

Também nos anos 1950, Franco marcou presença no aniversário do presidente Juscelino Kubitschek, a convite de Barroso.

Em 1961, chegava a vez de um dos seus maiores sucessos, o samba-canção “Ternura Antiga”, canção feita em parceria entre o pianista José Ribamar Pereira da Silva e Dolores Duran. Foi também o ano do samba “Poema do Adeus”, de Luís Antônio.

Seu primeiro LP, “A Notável”, foi lançado em 1964, e traziam, entre os destaques, os sambas-canção “Diga Adeus e Vá”, de Hianto de Almeida e Macedo Netto, e “Chamando Você”, de Bonfá, e o “Baião Triste”, de Altamiro Carrilho e Miguel Gustavo.

Durante a sua carreira, a artista gravou ainda outros dois LPs, “Lucienne é Amor”, de 1962, e “Pelos Caminhos do Mundo”, lançado em 1963. Sua última gravação durante esse período inicial de sua trajetória se deu com a música “Tanto Amor Nunca Mais”, produzida para integrar a trilha sonora da novela “Cuca Legal”, que foi ao ar pela Globo em 1975.

Seu retorno ao disco aconteceu em 2018, com o lançamento do tributo “Dalva de Oliveira 100 anos – Ao vivo”. A última gravação de Franco se deu em 2020, quando participou do álbum “Um Personagem Chamado Ivon Curi”, disco que celebra o falecido cantor e compositor brasileiro, morto em 1995.

Redação / Folhapress

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