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Brasil sobe para 2º lugar em ranking de juros reais após nova alta da Selic

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil subiu da terceira para a segunda posição no ranking mundial de juros reais, após o aumento de um ponto percentual na taxa básica de juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central nesta quarta-feira (11).

O juro real no Brasil está em 9,48% ao ano, valor inferior apenas ao da Turquia (13,33%), segundo ranking elaborado pelo Portal MoneYou.

O levantamento mostra que a maioria dos países cortou ou manteve os juros recentemente e que os bancos centrais brasileiro e de Singapura foram os únicos a promover aperto monetário entre as 40 economias do ranking.

Os dois países também seguem distantes da taxa média entre as economias selecionadas, que é de 1,62% ao ano.

A taxa real é uma combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses, de 4,67% considerando dados do relatório Focus do BC, e dos juros de mercado de 12 meses à frente -utilizando o contrato de Depósito Interbancário.

Houve aumento tanto dos juros como da inflação projetados em relação à última reunião do Copom.

O ranking mostra que a Argentina, após muitos anos, voltou a ter juros reais positivos (0,07%).

Entre as economias mais relevantes, 12 países possuem juro real negativo, entre eles, China (-0,03%), Japão (-1,45%) e Holanda (-3,92%).

Em termos nominais, o Brasil se manteve na quarta colocação. Fica abaixo de Turquia (que manteve os juros em 50% ao ano), Argentina (que reduziu a taxa de 35% para 32%) e Rússia (mantida em 21%), considerando as 40 economias mais representativas. A média geral é de 6,7% ao ano.

GLOSSÁRIO

Taxa básica de juros

A taxa Selic é a referência para os demais juros da economia. Trata-se da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia)

Taxa real de juros

Considera uma taxa nominal, a Selic, por exemplo, descontada a inflação

Taxa real ex-ante

Calculada olhando para a frente (taxa esperada), com base nas projeções para juros e inflação. É a mais relevante para a política monetária, pois influencia decisões futuras de investimento e consumo

Taxa real ex-post

Calculada olhando para trás (taxa verificada), com base nos juros e na inflação nos últimos 12 meses, por exemplo. Serve para avaliar um investimento já realizado

Copom (Comitê de Política Monetária)

Órgão do Banco Central, formado pelo seu presidente e diretores, que define, a cada 45 dias, a taxa básica de juros da economia, a Selic

IPCA

Indicador medido pelo IBGE que serve como meta de inflação. A meta é definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), órgão que tem a participação do BC, do ministro da Fazenda ou da Economia e de outros membros da equipe econômica

Redação / Folhapress

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