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Gestão Pochmann rebate críticas, diz que IBGE avança e fala em mentiras sobre instituto

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A presidência do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou na noite desta quarta-feira (15) um comunicado em que sobe o tom para rebater as críticas à gestão do economista Marcio Pochmann. O texto diz que o instituto está avançando e promete a adoção de medidas judiciais contra o que chama de “mentiras” sobre o órgão.

Pochmann é alvo de reclamações de servidores que cobram mais diálogo em decisões e questionam projetos da atual gestão, como a criação de uma fundação pública de direito privado, a IBGE+.

A turbulência aumentou no início deste mês com a entrega de cargos de dois diretores da DPE (Diretoria de Pesquisas). Fontes que acompanham o assunto preveem novas trocas em breve na DGC (Diretoria de Geociências).

“As ações de recuperação de remunerações e infraestrutura, e de recomposição e qualificação do corpo técnico, e retomada do protagonismo nacional e internacional do IBGE mostram que, sob a atual gestão, o Instituto avança, renovando quadros, superintendências e diretorias, buscando em todas as frentes recursos e alternativas para a modernização e valorização de seus servidores e servidoras”, diz um dos trechos finais do comunicado.

Pochmann foi indicado ao cargo pelo presidente Lula (PT). A crise protagonizada por sua gestão tem servido de munição nas redes sociais para bolsonaristas colocarem em dúvida os dados do órgão e falarem em uma suposta manipulação dos números a favor do governo.

A teoria é descartada por fontes que acompanham o instituto e que destacam a qualidade do corpo técnico e da metodologia de trabalho.

O comunicado da presidência do órgão afirma que “a difusão e repetição constante de inverdades a respeito do IBGE” exigem “posicionamento firme e esclarecedor”.

“Neste cenário, a direção do IBGE seguirá o exemplo dado pelo Supremo Tribunal Federal e a Advocacia-Geral da União, que vêm enfrentando judicialmente a desinformação e as mentiras”, diz.

Antes, o texto afirma que são condenáveis “os ataques de servidores e ex-servidores, instituições sindicais, entre outros, que têm espaço na internet e em veículos de comunicação para divulgar mentiras sobre o próprio IBGE”.

“A suspeição levianamente gerada sobre a possibilidade de manipulação de dados em uma casa técnica é um ataque direto à credibilidade do IBGE, agravado justamente pelo fato de ser produzido por aqueles que conhecem em profundidade o rigor, a metodologia e a ética profissional que conduzem uma instituição de quase 90 anos”, aponta.

O comunicado volta a defender a criação da IBGE+, chamada por críticos de “IBGE paralelo”. O estatuto da nova fundação abre margem para a realização de trabalhos para organizações públicas ou privadas, o que é questionado pela entidade que representa os servidores, a Assibge.

No entendimento da associação sindical, o instituto deveria concentrar seus esforços em ampliar o orçamento junto ao governo, não recorrer a essa nova estrutura. A Assibge já afirmou que a IBGE+ foi criada de maneira silenciosa, sem a consulta aos trabalhadores da casa.

A presidência do instituto, por outro lado, rebate as críticas e diz no comunicado que a fundação é “alvo de forte campanha de desinformação por, possivelmente, evidenciar conflitos de interesses privados existentes dentro do IBGE”.

“Não só foram feitos os debates junto a órgãos federais e no Conselho Diretor do IBGE, como todos os diretores e diretoras deste Conselho acompanharam as discussões, aprovaram a totalidade dos documentos e assinaram a ata de criação da Fundação IBGE+, registrada em cartório e aprovada por unanimidade, em ato documentado em texto e imagens”, declara a gestão Pochmann.

A Assibge já disse que em carta que o mecanismo abre um “flanco perigoso e sem precedentes para a interferência de interesses privados no sistema geoestatístico nacional”.

O comunicado da presidência do IBGE ainda defende outros projetos questionados por servidores. São os casos do fim do teletrabalho integral e da mudança de funcionários lotados na avenida Chile, no centro do Rio, para um prédio no Horto, na zona sul.

A Assibge argumenta que o novo endereço é de difícil acesso via transporte público e aumentaria as dificuldades de deslocamento para os servidores que vivem em áreas distantes.

A gestão Pochmann, por sua vez, afirma que a mudança para o Horto seria temporária e geraria economia de aluguel com a entrega do imóvel no centro do Rio.

Ao defender a medida, o comunicado da presidência chega a dizer que parte dos servidores da unidade da avenida Chile e o sindicato “difundem informações inverídicas sobre condições de acesso e de trabalho” na zona sul.

LEONARDO VIECELI / Folhapress

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