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Restaurante reabre em Salvador com resgate de preparos clássicos da Bahia

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) – Um salão do Wish Hotel da Bahia que abriga o painel modernista “Festas Regionais” voltou a funcionar como restaurante na capital baiana. Batizado de Genaro por Vini Figueira, uma mistura do nome do artista responsável pela obra, Genaro de Carvalho (1926 -1971), com o do novo chef, o local agora serve comida da Bahia com referências ao Mediterrâneo.

Com 50 m de comprimento por quatro de largura, a pintura preenche todas as paredes que circundam o espaço, do chão ao teto. Coloridas em amarelo, azul, vermelho e laranja, as imagens retratam a cultura baiana, com seus personagens e festas populares.

Há retratos de mulheres vestidas de roupa branca com turbantes e cortejos religiosos, como a Lavagem do Bonfim, tradição de lavar as escadarias da igreja com o mesmo nome em Salvador, que acontece até hoje.

O salão foi inaugurado em 1950 para abrigar o restaurante do Hotel da Bahia, idealizado pelo governo do estado para ser o primeiro cinco estrelas da cidade. Como parte da construção, o então governador Otávio Mangabeira (1886-1960) pediu ao jovem Genaro, na faixa dos 20 anos, que pintasse um mural.

Com as indas e vindas do comando do hotel ao longo dos anos, o salão se dividiu entre restaurante e espaço para eventos. O Grupo Wish, que assumiu o hotel nos anos 2010, quis retomar a atmosfera do espaço.

A empresa convidou o chef Vinicius Figueira, natural de Búzios (RJ), para assumir a empreitada. Figueira está na Bahia há 17 anos, onde mantém outros restaurantes como a Cantina do Vini, no bairro Rio Vermelho.

Ele diz ter aceitado a parceria pela possibilidade de unir arte e gastronomia -uma das contrapartidas do contrato foi a restauração do painel. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) desde 1981, a pintura passará por manutenção com o restaurante em funcionamento. A ideia é que os clientes possam acompanhar ao vivo os avanços do projeto.

Obras de arte fazem parte da vocação do hotel, que abriga 300 itens espalhados por quartos, corredores e salões. São pinturas de Di Cavalcanti, gravuras de Calasans Neto, além de fotografias de Pierre Verger sobre Salvador.

Como o ambiente já tem viés histórico, seria natural que o menu do restaurante recuperasse a gastronomia feita nos anos de fundação do hotel, diz o chef. Ele conta que recebeu de Nair de Carvalho, viúva de Genaro, um cardápio da época para se inspirar.

O menu antigo elencava pratos como caruru -quiabo, camarão seco, cebola, amendoim, castanha-de-caju e azeite de dendê-, xinxim de galinha, receita em que a ave é cozida com temperos e leite de coco, além de feijoada, sarapatel de porco, moqueca e vatapá.

Alguns deles reaparecem no Genaro por Vini Figueira na seção de comida afetiva. O sarapatel (R$ 78), agora feito com shimeji, mostarda de Dijon e vinho branco, é servido com arroz, farofa e molho lambão, uma espécie de vinagrete. A moqueca de camarão (R$ 179) também retorna.

O espaço tem um modelo de serviço para o almoço e outro para o jantar. De segunda a sexta às 12h, serve o menu cores e sabores, que varia entre duas (R$ 89) ou três etapas (R$ 109). Para começar, dá para pedir a tartelete de carne de onça maturada com aïoli de limão-siciliano ou bolinhos de bacalhau (duas unidades).

Entre os principais há raviolone de banana-da-terra, servido com molho de tomate e camarões grelhados. Já a paella choricera é feita com linguiça de Salamanca, da Espanha. A lista se completa com o joelho de porco, acompanhado com feijão-verde e angu.

Se escolher o almoço de três etapas, as sobremesas têm opções geladas, tanto no sorbet de maracujá com praliné, servido com frutas como manga, laranja e abacaxi, quanto no musse de chocolate com sorbet de frutas vermelhas.

À noite, o restaurante traz outras opções de pratos. Uma das entradas mais baianas, a taboca de vatapá (R$ 79) -uma massa crocante recheada- é servida com camarão seco e vinagrete. Os frutos do mar continuam a figurar entre os principais, seja no spaghetti al nero (R$ 108), com tinta de lula, seja no arroz caldoso de polvo com agrião e maionese de limão-siciliano (R$ 140).

Duas sobremesas se somam ao cardápio noturno: o pudim de leite (R$ 36) e o naked cake de chocolate (R$ 42). Outro detalhe da casa é o cafezinho, servido com um mimo. Toda xícara vem acompanhada de algodão doce, uma prática que o chef viu durante uma viagem para fora do país e replica em seus restaurantes.

O Genaro aceita público externo sem precisar de reserva.

GENARO POR VINI FIGUEIRA

Wish Hotel da Bahia – av. Sete de Setembro, 1.537, Campo Grande, Salvador.

Seg. a dom., das 12h às 16h e das 19h às 23h, tel. (71) 99651-7945. @genaroporvini

MATHEUS FERREIRA / Folhapress

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