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Moradores da Vila Madalena esperam por próximo alagamento enquanto limpam suas casas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Três dias após o temporal que atingiu a cidade de São Paulo, moradores da Vila Madalena, na zona oeste da capital, ainda lidavam com os danos de alagamentos, nesta segunda-feira (27).

Durante o dia, a situação era pior na rua Romeu Perrotti, uma espécie de vila onde a lama se mistura aos destroços das casas atingidas. A mais devastada é a de Daniela Policarpo, 23. O muro foi levado pela água, o forro do teto desabou e todos os seus móveis e eletrodomésticos foram perdidos. “Estou desesperada, sem saber o que fazer”, diz a moradora.

Ela relata que estava em casa durante a chuva da última sexta-feira (24). A poucos metros dali, num condomínio, passa o córrego das Corujas. Por volta das 19h, ele transbordou, a enxurrada invadiu um estacionamento, derrubou um muro e arrastou carros.

“Foi como um tsunami”, diz Daniela. Os automóveis invadiram as casas com a água, que atingiu quase dois metros. A técnica em administração conta ter corrido para a casa de um vizinho e caminhado por alguns telhados até ser resgatada.

Para sua tia, Sonia Policarpo, sair de casa não foi uma opção. Um Chevrolet Classic arrastado pela inundação tombou seu portão e bloqueou o acesso. A solução da família foi correr para o segundo andar e torcer por uma melhora na situação.

A sala e a cozinha do imóvel foram tomadas pelo aguaceiro. Televisão, sofá e geladeira foram perdidos.

Nesta segunda-feira, os moradores da Romeu Perrotti ainda limpavam suas casas. Uma equipe da prefeitura os ajudava.

Segundo Daniela, os alagamentos ali são recorrentes em razão do escoamento do córrego, e o próximo é só questão de tempo, diz. “O problema é quanto tempo vamos demorar para nos recuperar do último.”

Várias ruas naquela região foram atingidas pela forte chuva de sexta. O Beco do Batman, ponto turístico da cidade, encheu d’água. Um idoso que morava nos arredores morreu ao ter sua casa quase submersa.

A Prefeitura de São Paulo diz que a Subprefeitura Pinheiros foi acionada e compareceu ao local afetado pelas chuvas imediatamente após o ocorrido. A área foi devidamente interditada. “Nesta semana será feita uma vistoria no condomínio citado e em outras edificações nas imediações da rua Romeu Perrotti”, afirma a gestão municipal.

O temporal que atingiu a cidade de São Paulo na sexta foi o mais intenso da série histórica. Segundo a Defesa Civil do estado, com base nos dados fornecidos pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), das 15h às 16h caíram 82 milímetros de chuva na capital, o maior volume já registrado no período de uma hora.

Além disso, foi o terceiro dia com maior volume de chuva, com 125,4 milímetros até as 19h10. Superou o registrado em 21 de dezembro de 1988 (151,8 mm) e 25 de maio de 2005 (140,4 mm). A medição oficial é feita na estação do Mirante de Santana, na zona norte da capital. A série histórica começa em 1961.

BRUNO LUCCA / Folhapress

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