A Polícia Civil realiza, na manhã desta quinta-feira (30), uma operação contra suspeitos de envolvimento no ataque a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Tremembé – relembre o caso abaixo.
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De acordo com apuração do Portal THMais, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e dois de prisão nas cidades de São José dos Campos e Taubaté.
Às 11h, os policiais haviam apreendido celulares e também um veículo suspeito de ter sido usado pelo grupo responsável pelo atentado. O carro foi encontrado em São José dos Campos.
Ninguém havia sido preso até a publicação desta reportagem.
Relembre o caso
O ataque aconteceu na noite do dia 10 de janeiro, no assentamento Olga Benário, que fica na Estrada Kanegae. As vítimas e testemunhas informaram a polícia que o local foi invadido por carros e motos durante a noite e as pessoas que estavam dentro dos veículos atiraram contra os moradores do assentamento. Dois homens, um de 52 anos e outro de 28, foram mortos e outras seis pessoas ficaram feridas no atentado.

De acordo com apuração da TV Thathi SBT, apenas uma vítima continuava no Hospital Regional de Taubaté na manhã desta quinta-feira (30). Se trata de um homem de 29 anos que foi atingido por um disparo na cabeça. Ele se encontra estável, mas ainda em observação. Deve receber alta nos próximos dias.
Prisões
Até a manhã desta quinta-feira (30), apenas um homem havia sido detido. Ele foi identificado como Antônio Martins dos Santos Filho, conhecido na região pelo apelido “Nero do Piseiro”. À polícia, o suspeito confessou ter ido ao assentamento, mas negou ter atirado contra os moradores.
Antônio teve prisão temporária decretada e permanecerá detido por, pelo menos, 30 dias. Ele é apontado pela Polícia Civil como mentor intelectual do crime e já tinha antecedente criminal por porte ilegal de arma de fogo.

Outros quatro suspeitos também foram identificados pela polícia, mas ainda não foram presos – as identidades deles não foram reveladas.
Um terceiro homem ainda foi preso logo após o crime por equipes da Polícia Militar por porte ilegal de arma de fogo. Contudo, até o momento, a ligação direta dele com o crime foi descartada, pois há indícios de que ele teria ido ao local para prestar socorro às vítimas.



