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Carla Zambelli diz após ser cassada por fake news que manterá defesa de Bolsonaro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A deputada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (31) que continuará defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), um dia após ter seu mandato cassado pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) por espalhar desinformação relativa às urnas e ao processo eleitoral em 2022.

Cabe recurso da decisão final da corte paulista ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), e os efeitos da decisão só passam a ser válidos após o esgotamento dos recursos.

Na rede social X (ex-Twitter), Zambelli repostou uma nota de apoio do PL com os dizeres: “Agradeço o acolhimento e afirmo que seguirei firme em busca da liberdade de todos os brasileiros, ainda que a minha própria esteja em jogo. Seguirei também defendendo nosso presidente Jair Bolsonaro e deixo um abraço especial ao presidente Valdemar Costa Neto.”

Zambelli era uma das mais conhecidas aliadas do ex-presidente ao longo de seu mandato e uma das principais vozes no discurso contra as urnas eletrônicas e a Justiça Eleitoral adotado pelo bolsonarismo. Apesar disso, Bolsonaro se distanciou da deputada depois de 2022.

No início de 2023, o ex-presidente afirmou a interlocutores que foi traído pela deputada. Na ocasião, ele acreditava que a parlamentar teria feito um acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para retornar às redes sociais e se ver livre da ameaça de ser presa.

Apesar disso, depois da condenação, a família Bolsonaro, incluindo o próprio Jair, saiu em defesa da deputada. Em entrevista a uma rádio goiana nesta sexta, o ex-mandatário criticou a cassação e disse que a medida resulta de uma ofensiva que visa atingi-lo.

“O TRE de São Paulo aprendeu com o TSE”, afirmou Bolsonaro à Rádio Bandeirantes Goiás. “Abriu-se essa jurisprudência para poder vir para cima de mim, tanto é que o processo a que eu respondo é esse: desacreditar o sistema eleitoral.”

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma foto com a deputada com a mensagem: “Carlinha, receba meu abraço de solidariedade. Que Deus te proteja e te conceda a verdadeira paz, que excede todo entendimento.” Além disso, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, por sua vez, que a decisão “só reforça a polarização e perseguição à direita ao dar como desculpa ‘disseminação de fake news'”.

Com placar de 5 a 2, o TRE-SP cassou o mandato de Zambelli e impôs inelegibilidade por oito anos, contados a partir do ano do pleito de 2022. Os desembargadores reconheceram ter havido uso indevido dos meios de comunicação e prática de abuso de poder político.

Em nota, a parlamentar afirmou que recebeu o resultado com serenidade e classificou o julgamento como uma “tentativa de anular a voz dos 946.244 cidadãos paulistas”.

VICTÓRIA CÓCOLO / Folhapress

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