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Primeiro hospital público de cuidados paliativos do Brasil é inaugurado na Bahia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro hospital público dedicado exclusivamente a cuidados paliativos no Brasil foi inaugurado em Salvador (BA), nesta sexta-feira (31), com a presença da ministra da Saúde Nísia Trindade e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.

O Hospital Estadual Mont Serrat – Cuidados Paliativos disponibiliza 70 leitos, ambulatórios especializados, serviços de bioimagem, laboratório e áreas voltadas à telemedicina e pesquisa. A unidade será gerida pela entidade filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) e terá uma equipe de 435 colaboradores.

A inauguração acontece no contexto da implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos pelo Ministério da Saúde, lançada em maio de 2024. A política visa oferecer serviços de saúde mais humanizados a pacientes, familiares e cuidadores, e recebe investimento anual de R$ 887 milhões.

Os cuidados perpassam várias especialidades médicas e são indicados para quaisquer pacientes com uma doença grave, progressiva, crônica e potencialmente mortal. A ideia é oferecer bem-estar, controlando sintomas físicos e emocionais.

Antes, o tratamento era entendido como um acompanhamento quando o paciente está sem alternativa de cura. Agora, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que o monitoramento das necessidades do paciente e o acolhimento à sua família deve ser feito a partir do diagnóstico. O método se transformou em um planejamento, não sendo mais apenas um cuidado final visando a morte.

Conforme o Ministério da Saúde, três eixos passaram a guiar os cuidados paliativos no serviço público: criação de equipes multiprofissionais para disseminar as práticas, promoção de educação em cuidados paliativos e garantia do acesso a medicamentos aos pacientes em cuidados paliativos.

A ideia é que o hospital ofereça atendimento integral a mais de 2 mil pacientes por mês, incluindo consultas em especialidades como cardiologia, pneumologia, psiquiatria, nutrologia e neurologia, além de unidades específicas para terapia da dor e apoio ao luto.

O equipamento também deve atuar como centro de ensino e pesquisa para capacitar profissionais de saúde na atuação da área de cuidados paliativos.

Apesar de a OMS defender que os métodos paliativos sejam tratados como uma necessidade humanitária urgente para pessoas com doenças graves, segundo a ANCP, até 2022 só havia 177 equipes atuando na área no Brasil, tornando o acesso desigual.

Mais da metade das equipes está no Sudeste. Destas, a maioria fica na cidade de São Paulo. E, dentro da capital, a maioria dos grupos está na região da avenida Paulista, na região central.

Redação / Folhapress

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