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Teto desaba em unidade de saúde no Butantã que atende pacientes com HIV

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O teto do banheiro de uma unidade de saúde no bairro do Butantã desabou sobre a cabeça de um paciente nesta terça-feira (4), após fortes chuvas em São Paulo. A unidade especializada em HIV e ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) está sem atendimento e deve retomar as atividades nesta quinta-feira (6), quando serão instalados tapumes e banheiros químicos.

A Defesa Civil esteve no local no mesmo dia em que o teto caiu e interditou banheiros e parte da recepção, por onde a água escorreu. O paciente foi socorrido pela equipe local.

A Prefeitura de São Paulo foi procurada, mas não respondeu até a publicação da reportagem.

Na manhã desta quarta-feira (5), a orientação dada à equipe pela gerência foi a seguinte: pacientes com tuberculose seriam atendidos no espaço de espera da farmácia da unidade. E aqueles que tiveram relação sexual consentida ou sofreram abuso sexual e que suspeitam de ISTs seriam encaminhados pela equipe à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Rio Pequeno.

Alguns pacientes foram atendidos em bancos do lado de fora do prédio. “A gente faz uma entrevista para saber o que a pessoa foi fazer ali. Se for por tuberculose ou para pegar receita de HIV, direciona para a farmácia, que está aberta”, diz um profissional de saúde que não quis ser identificado.

Segundo funcionários que trabalham no SAE (Serviço de Atendimento Especializado) Butantã, as condições para retomar o atendimento são insalubres. Isso porque o prédio tem outras áreas interditadas e passa por obras devido à laje, que cedeu, e abriu uma rachadura do teto ao chão.

“Isso é desumano. Como é que você atende alguém na fila? Nós estamos falando de pessoas que têm HIV. Isso não dá nenhuma privacidade para a pessoa”, diz o servidor público. “Não tem cabimento que esses pacientes não sejam referenciados para uma unidade vizinha que tenha condições salubres de atendimento até que se faça uma reforma completa”.

O SAE Butantã fica na zona oeste da cidade, tem 70 funcionários e recebe de 120 a 150 pacientes por dia.

Por conta das obras, funcionários usam o banheiro da recepção —agora interditado— de maneira improvisada. Agora, o único banheiro que restou foi o do almoxarifado. Uma sala foi transformada em copa para os servidores, que precisam usar o lavatório como pia para lavar seus utensílios.

“Não foi um acaso, um acidente, foi uma tragédia anunciada”, avalia um servidor, sob anonimato.

GABRIELA CASEFF / Folhapress

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