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Alta do dólar é ‘arapuca’ da gestão anterior do BC, diz Lula

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na manhã desta quinta-feira (6), que o aumento do dólar aconteceu porque o Banco Central teve uma gestão “totalmente irresponsável e deixou “uma arapuca que a gente não pode desmontar de uma hora para a outra”.

A fala de Lula foi feita em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia, ao ser questionado sobre a inflação dos alimentos.

A disparada do dólar no final de 2024 foi considerada um reflexo de variações no mercado internacional após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, além de reação de investidores a incertezas em relação à trajetória de aumento da dívida pública, depois de uma frustração com a expectativa de um ajuste de gastos pelo governo.

Nas últimas semanas, a cotação da moeda americana entrou em queda, e Lula direcionou suas críticas ao ex-presidente do BC Roberto Campos Neto -mas o atual, Gabriel Galípolo, já era diretor de política monetária do banco em 2023 e 2024. Nessa função, ele acompanhou boa parte das decisões de Campos Neto.

Lula afirmou que a sua gestão pretende “ver o que pode fazer para garantir que a cesta básica caiba dentro do orçamento do trabalhador com uma certa flexibilidade”.

Disse que o aumento do salário mínimo deve ser compensado com redução dos preço dos alimentos.

“É muito caro para mim quando eu percebo que o pessoal está podendo comprar menos hoje do que comprava ontem, porque houve um aumento de produto”, disse Lula.

“Isso me deixa preocupado porque eu vivi grande parte da minha vida dentro de uma fábrica, e eu sei quanto isso implica para o trabalhador, para aquelas pessoas que ganham menos.”

Ainda afirmou que “uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo”, e que “o povo não pode ser extorquido” com elevação do valor de produtos após aumentos salariais.

“Se você vai num supermercado aí em Salvador e desconfia que tal produto está caro, você não compra. Se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar [o preço], senão vai estragar”, disse.

A declaração foi criticada pela oposição. “Nada de cortar gastos nos ministérios, colocar gente competente nas estatais ou gerir melhor a economia. Para o governo, basta que os brasileiros parem de comer, beber e se deslocar”, disse, por exemplo, o senador pelo Piauí e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira.

“Para Lula, a população, para combater a inflação, não deve comprar o produto se estiver caro. Já quando os gastos são do Lula, o céu é o limite”, afirmou o senador pelo Paraná Sergio Moro.

Segundo Lula, o crédito está crescendo e haverá medidas anunciadas sobre o tema nas próximas semanas “porque o dinheiro tem que circular” e que “nunca houve tanto investimento do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do BNB [Banco do Nordeste] e do Basa [Banco da Amazônia]. Ele se reúne nessa semana com presidentes de bancos públicos federais.

Na semana passada, o próprio Lula havia dito que não fará “bravatas” para conter o preço dos alimentos.

Na ocasião, disse que se reuniria com empresários e produtores e descartou medidas heterodoxas -sem mencionar a ideia de taxar exportações do agro que foi defendida por ala do PT como forma de conter a inflação desses produtos.

Redação / Folhapress

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