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Menções ao preço do ovo disparam nas redes sociais

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As menções ao preço do ovo dispararam na internet após o início da crise envolvendo o produto.

Em plataformas como o WhatsApp e Telegram houve crescimento superior a 500% nos usos dos termos “preço” e “ovo” na mesma frase. Os dados são da Palver, que monitora e analisa mensagens das redes sociais.

No WhatsApp, em estudo qualitativo em 138 grupos acompanhados pela empresa, as postagens sobre o tema pularam de 20 para 112 a cada 100 mil, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025.

No mesmo período, o Telegram cresceu de cerca de 10 para 64 a cada 100 mil mensagens. Foram monitorados 59 grupos. A amostragem mostra a expansão da discussão sobre o tema.

Como geralmente acontece, o assunto virou tema de galhofa, na maioria das vezes contra o governo e ironizando promessas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral. O preço do ovo se transformou em questão política nas redes sociais e retratada em memes.

“Usuários acusam o atual governo de ter feito falsas promessas durante a campanha. Há comparações com os preços durante governos antigos, especialmente de Bolsonaro. Usuários compartilham diferentes declarações recentes do presidente Lula sobre a alta dos alimentos e o criticam por uma alegada falta de preocupação com a população”, diz o relatório da Palver, replicando os argumentos usados por opositores do governo.

As postagens mais encaminhadas no WhatsApp e Telegram ironizam a garantia de Lula de que picanha ficaria barata.

O preço do ovo tem registrado altas diárias no atacado e já subiu cerca de 60%. Na última quinta-feira (20), Lula disse que os valores cobrados são absurdos.

“Eu sei que está caro. Quando me disseram que estava R$ 40 uma caixa com 30 ovos, é um absurdo”, afirmou o presidente em entrevista à Rádio Tupi FM, do Rio de Janeiro. Ele disse pretender realizar reunião com atacadistas.

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) diz que a valorização se intensificou desde a segunda quinzena de janeiro.

A Buzzmonitor, que monitora X (antigo Twitter), Facebook e Instagram, acompanhou o que tem sido falado sobre o assunto. Segundo a empresa, postagens nestas plataformas especularam os motivos para o aumento no preço do ovo, mesmo sem comprovação.

“Esse aumento é frequentemente associado à compra da maior produtora de ovos do Brasil, Mantiqueira, pela JBS. Usuários especulam que essa aquisição levou ao monopólio do mercado e consequente elevação dos preços”, diz relatório da Buzzmonitor.

Também houve o registro de frequentes citações à gripe aviária nos Estados Unidos, que levou ao abate de milhões de galinhas. Isso é apontado por especialistas como um dos fatores para os reajustes, assim como a proximidade da Quaresma, outro aspecto ressaltado nas redes sociais.

Os responsáveis pelo problema mais apontados por internautas, segundo a empresa, são, além da JBS, o governo federal e o agronegócio. Há uma divisão entre apoiadores e críticos da administração Lula.

“O agronegócio brasileiro é frequentemente citado como responsável pela alta nos preços dos ovos. Isso se deve à priorização das exportações para mercados internacionais mais lucrativos, deixando o mercado interno desabastecido. O governo é mencionado em relação às novas regulamentações que exigem carimbos de validade nos ovos. Essas medidas são vistas como favorecendo grandes produtores e aumentando os custos para pequenos produtores, contribuindo para a elevação dos preços”, diz o documento.

ALEX SABINO / Folhapress

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