RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Sem palcos, trios elétricos ou separação entre músicos e foliões, o Boi Tolo mantém a tradição de um Carnaval livre e democrático, onde qualquer um pode se juntar à festa. O bloco rejeita estruturas rígidas e aposta na proximidade entre os participantes.
A banda, formada por músicos que aparecem espontaneamente, é protegida apenas por um cordão humano feito por amigos do bloco, garantindo ainda espaço para a evolução dos pernaltas.
O trombonista Renato Rocha, que trabalha com RH e toca há anos em blocos de rua por hobby, diz que a informalidade do Boi Tolo faz parte do seu charme. “Os músicos não são fixos, a gente não ensaia nem nada. Chega na hora, toca e segue o repertório. É caótico, mas a graça é essa”, conta.
Para ele, o Boi Tolo representa o espírito mais aberto do Carnaval de rua. “É um bloco muito democrático. Abraça todo mundo: o cara que está começando, o que já é experiente. E tem essa energia diferente, essa energia caótica que a gente ama. Quanto mais caótico, mais a gente gosta. Afinal, é Carnaval.”
Apesar de não ser reconhecido oficialmente, o cortejo é acompanhado na manhã deste domingo (2) por viaturas da Polícia Militar e passa por trechos do centro onde há também a presença de agentes da Guarda Municipal.
ALÉXIA SOUZA / Folhapress
