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Mobly diz que proposta de compra de fundadores da Tok&Stok é ‘inviável’

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Mobly, rede de varejo de móveis, avaliou como “inviável” a proposta de aquisição do controle da companhia pela família Dubrule, fundadora da Tok&Stok. Em documento encaminhado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa afirma que, diferentemente do que foi noticiado, não há planos de capitalização da companhia neste momento.

A Mobly também declara que segue focada na implementação de sua estratégia de negócios e na captura de sinergias decorrentes da aquisição do controle da Tok&Stok. Até o momento, acionistas que representam 40,6% do capital social da empresa indicaram não ter interesse em alienar suas ações nos termos da proposta.

“Termos essenciais da proposta, como os fundamentos do preço por ação da potencial OPA [oferta pública de ações] e do significativo desconto sobre a cotação de mercado ou o valor patrimonial das ações, foram discutidos de maneira especulativa apenas na mídia, sem qualquer menção na proposta enviada à companhia”, afirma a empresa.

Na carta de intenções enviada por Régis Edouard Alain Dubrule, Ghislaine Thérèse de Vaulx Dubrule e Paul Jean Marie Dubrule, a OPA proposta previa a aquisição de todas as 122.763.403 ações pelo valor de R$ 0,68 cada. A operação totalizaria R$ 83,47 milhões.

Com a ausência de interesse de 40,6% dos acionistas, a família Dubrule não conseguiria adquirir a participação mínima de 85 milhões de ações ordinárias da companhia, equivalente a 69,2% do capital total. Dessa forma, segundo a Mobly, a proposta “parece ser de plano inviável”.

O preço proposto pela Tok&Stok para a OPA representa um desconto de 51% em relação ao fechamento do papel na última sexta-feira (28). O desconto é de 53% sobre o preço médio ponderado de negociação das ações nos últimos 30 pregões e de 82% em relação ao valor patrimonial por ação em 30 de setembro de 2024.

A Mobly afirma que a proposta foi enviada simultaneamente ao conselho da companhia e à imprensa e que termos essenciais, como os fundamentos do preço por ação da potencial OPA e o desconto sobre a cotação de mercado ou o valor patrimonial das ações, foram discutidos de maneira especulativa apenas na mídia, “sem qualquer menção na proposta enviada à companhia”.

Além disso, a empresa afirma que os termos e condições apresentados pelos fundadores da Tok&Stok não são exaustivos nem vinculantes e, portanto, podem ser alterados caso o edital da OPA seja publicado. “Adicionalmente, a Família Dubrule recusa de forma expressa qualquer responsabilidade pelos termos da proposta”, diz a Mobly.

Para que a proposta se torne irrevogável, seria necessária a anuência dos debenturistas da Tok&Stok quanto à mudança de controle da companhia, além da reforma do estatuto social para excluir a cláusula de OPA por atingimento de participação relevante superior a 20% do capital social.

PROPOSTA DE COMPRA

Na proposta de compra enviada pela Tok&Stok, a família Dubrule afirmava que “com base em sua larga experiência no setor de varejo de móveis e decoração, os potenciais ofertantes acreditam firmemente em sua capacidade de impulsionar os resultados da Mobly”.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, em agosto de 2024, sem restrições, o acordo para a transferência do controle da rede de varejo de móveis Tok&Stok para a Mobly. Desde novembro, a Mobly passou a assumir o controle da rival. A proposta acontece, assim, menos de um ano após a junção das empresas.

JÚLIA GALVÃO / Folhapress

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