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MP-SP entra na Justiça contra decisão que soltou Cristian Cravinhos da P2 de Tremembé

Agravo de execução interposto pelo MP-SP foi apresentado um dia depois da decisão da Justiça, que permitiu que Cristian progredisse ao regime aberto pela segunda vez.

Justiça autoriza Cristian Cravinhos a cumprir pena em regime aberto
Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com um recurso na Justiça para tentar anular a decisão que autorizou Cristian Cravinhos, condenado pela morte do casal Richthofen, a cumprir o restante da pena em liberdade. Ele estava preso na P2 de Tremembé, mas foi solto na quarta-feira (5).

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O agravo de execução interposto pelo MP-SP foi apresentado um dia depois da decisão da Justiça, que permitiu que Cristian progredisse ao regime aberto pela segunda vez.

O documento, assinado por Filippo Filho, sustenta que, conforme resultados de teste realizado pelo método Rorschach, Cravinhos é impactado por instabilidade emocional e dificuldades de integração entre os aspectos intelectuais e afetivos.

“Essas limitações interferem negativamente na qualidade de suas interações e na adaptação às demandas do cotidiano”, diz o laudo.

Ao pedir a reforma da decisão da Justiça, o promotor afirmou que, embora a finalidade da pena seja a reinserção social do sentenciado, cada réu é um ser único, acrescentando que Cravinhos demonstra grande periculosidade e dificuldade de adaptação ao convívio em sociedade.

Apesar da decisão de soltura, a Justiça estabeleceu algumas restrições. Cristian terá de comparecer de três em três meses à Justiça para relatar suas atividades; obter uma ocupação lícita; sair para o trabalho às 6h e voltar para casa até as 22h; não mudar de cidade ou de casa sem autorização; e não frequentar bares ou casas de jogos.

O homem foi condenado em 2006 a 38 anos de prisão pelos assassinatos do casal Richthofen. Em 2017 ele chegou a receber autorização para cumprir a pena em regime aberto, mas perdeu o benefício ao tentar subornar policiais após ser acusado de agredir uma mulher, em Sorocaba, no ano seguinte. Por esse segundo caso, ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão.

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