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Brasil vai crescer ‘com mais moderação’ em 2025, para desaquecer inflação, diz Haddad

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Brasil vai continuar crescendo, “com um pouquinho mais de moderação”, por causa do esforço para controlar a inflação no país, disse, nesta sexta-feira (7), o ministro Fernando Haddad (Fazenda).

“Essa calibragem é fundamental para continuar crescendo, mas mantendo a inflação minimamente controlada”, afirmou ele, durante participação no programa de entrevistas Flow Podcast.

Segundo as projeções do Ministério da Fazenda, o PIB (Produto Interno Bruto) deve avançar 2,5% em 2025. No ano passado, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta foi de 3,4%, com a atividade econômica impulsionada pelo consumo das famílias, além dos setores de serviços e indústria.

Bancos de investimento ouvidos pela reportagem projetam um crescimento ainda menor -em uma faixa entre 1,5% e 2,2%.

As projeções para o primeiro trimestre deste ano são de crescimento mais forte, por causa dos resultados do agronegócio, que opera sob expectativa de boa safra. O resultado deve desacelerar nos trimestres seguintes.

Para Haddad, a inflação deve cair quando os resultados da produção agrícola chegarem aos mercados. “Produtos que estão com preços altos hoje vão ficar sob controle quando entrar a safra.”

“O milho está caro. A galinha come milho, o ovo ficou caro, o frango ficou caro”, disse. “Há algumas coisas como o café que exigem mais cuidado. A demanda do café no mundo está desatendida”, acrescentou.

O ministro também mencionou o corte do imposto de importação sobre uma lista de alimentos, que inclui, milho, café, azeite, óleos de palma e girassol, além de outros gêneros alimentícios.

Na ocasião, o chefe da Fazenda comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao par americano, Donald Trump. “O cara [Trump] está taxando todo mundo, enquanto o Lula está reduzindo imposto de importação”

O patamar da taxa básica de juros, hoje referenciada em 13,25% sob justificativa de controlar a inflação, puxada sobretudo pelos alimentos, é um dos motivos para a projeção de breque no crescimento. A pesquisa Focus, que ouve economistas, projeta uma alta para 15% até o fim do ano.

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, projeta um crescimento de apenas 1,5% em 2025 e afirma que a economia opera abaixo do seu potencial, o que permite discutir o fim do ciclo de alta dos juros, sem que seja necessário levar a taxa básica dos atuais 13,25% para os 15% ao ano projetados na pesquisa Focus.

Sob influência de uma baixa no consumo das famílias, a economia brasileira já perdeu ritmo no quarto trimestre, mas fechou 2024 com alta de 3,4% no acumulado do ano, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE.

O crescimento de 3,4% veio após avanço de 3,2% em 2023. Trata-se da maior alta desde 2021 (4,8%), quando o PIB se recuperava dos estragos da pandemia no ano anterior.

Se o ano atípico de 2021 não fosse levado em conta, já que a base de comparação com 2020 estava fragilizada pela pandemia, a alta de 3,4% seria a maior desde 2011 (4%).

Estudo recente da consultoria LCA indicou que o patamar elevado dos preços ofuscou a percepção de melhora da renda do trabalho e da atividade econômica.

Para frear a inflação, o governo anunciou na quinta (6) que vai zerar a alíquota de importação de produtos como carne, café, milho, óleos e açúcar. Associações afirmaram que a medida é inócua.

O aumento do óleo diesel e do frete pressiona os alimentos e pode ameaçar as ações para conter os preços da comida.

PEDRO S. TEIXEIRA / Folhapress

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