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Mais jovem no posto, secretária de Imprensa comanda cartilha de Trump contra mídia crítica

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – “Isso vai ser ótimo para a televisão.” Foi assim que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou o tenso encontro com o presidente da Ucrânia, Volodomir Zelenski, na semana passada.

A frase demonstra a noção de publicidade que ele tem com sua figura de “showman” e que baliza suas escolhas.

O comportamento combativo, somado à desenvoltura diante das câmeras, levou Trump a escolher Karoline Leavitt, 27, para ser a Secretária de Imprensa da Casa Branca, a mais jovem a ocupar este posto.

Ela é casada com o empreendedor imobiliário Nicholas Riccio, 59, com quem tem um filho de oito meses.

Nascida em New Hampshire, Leavitt formou-se em ciência política e comunicação na faculdade católica Saint Anselm College, em 2019. Ainda estudante, fez um estágio na Fox News e também foi voluntária no New Hampshire Institute of Politics.

Em breve entrevista ao site Politico, em 2020, Leavitt ressaltou que o trabalho na Fox, emissora alinhada a Trump, ajudou a pavimentar sua escolha de carreira. “Como estudante durante a eleição de 2016, tive a oportunidade de trabalhar para a Fox News e conhecer vários candidatos presidenciais no meu campus durante a semana das primárias de New Hampshire”, disse ao site.

“Essa experiência foi meu primeiro vislumbre do mundo da imprensa, e eu soube que queria seguir essa carreira.”

Recém-formada, trabalhou na secretaria de imprensa da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, em 2019, onde ajudava a preparar os discursos presidenciais. Posteriormente, tornou-se secretária de imprensa assistente.

Em 2021, deixou a Casa Branca para atuar como diretora de comunicação de Elise Stefanik, então senadora republicana, que agora é embaixadora nas Nações Unidas escolhida por Trump.

Um ano depois, Leavitt deixou o cargo para se candidatar a deputada em 2022, e acabou derrotada. Suas propagandas que foram ao ar na época mostram o alinhamento claro com Trump. “Biden, Pelosi, Chris Pappas estão destruindo nossa economia, doutrinando nossas crianças e permitindo que ilegais invadam”, dizia ela.

Quatro anos depois, ela envolveu-se novamente numa candidatura, desta vez a de Trump. Leavitt foi escalada para ser a secretária nacional de imprensa da campanha do republicano.

Um assessor sênior que atuou com o presidente na campanha diz à Folha que Leavitt chamou atenção e conquistou a confiança do republicano pela eficiência e por ser capaz de responder às perguntas da forma mais trumpista possível.

Para ele, a escolha foi natural. À frente das câmeras, ela precisa ‘performar’, e assim ela tem conseguido falar tanto para a base como responder às perguntas da imprensa com agressividade, mas sem perder o controle, avalia o assessor.

Desde que assumiu o cargo, a secretária de Imprensa tem seguido a cartilha em relação à participação de veículos de mídia na cobertura presidencial.

A guerra contra a imprensa que lhe é crítica passou a ser uma constante de Trump. A confrontação, diz um assessor de Trump, é necessária para manter a base engajada e satisfeita. Ampliar o acesso de veículos conservadores à Casa Branca é também uma medida nesse sentido, sob a lógica de que parte dos apoiadores de Trump não se informa pelos meios tradicionais, mas sim via blogs e podcasts.

Logo no início da gestão, Leavitt anunciou que ampliaria o acesso a entrevistas coletivas para outros veículos além daqueles que têm as credenciais do órgão, para permitir que jornalistas aliados a Trump também participassem da cobertura.

Depois, ela foi além: a Casa Branca passou a escolher quais meios poderiam noticiar o presidente em espaços menores, como o Salão Oval, e em viagens a bordo do Air Force One, avião presidencial. Isso quebrou uma tradição de anos da Casa Branca em que cabia à associação de correspondentes definir quem faria a cobertura diária num rodízio.

Antes, a Casa Branca já havia proibido a entrada da Associated Press ao Salão Oval porque a agência se recusa a chamar o golfo do México de golfo da América. A AP processou Leavitt.

“Fui muito clara na minha entrevista no Dia 1. Se acharmos que há mentiras sendo propagadas por veículos nesta sala, vamos responsabilizar essas mentiras”, disse a secretária. Por ora, ela tem falado a mesma língua do chefe.

JULIA CHAIB / Folhapress

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