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Trump ataca juiz que barrou expulsão de migrantes e pede sua destituição

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Em mais um confronto com o Judiciário, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou de “lunático radical de esquerda” o juiz que mandou suspender a deportação de imigrantes venezuelanos sob uma lei de guerra do século 18 e defendeu sua destituição nesta terça-feira (18).

“Este juiz, como muitos dos juízes corruptos diante dos quais sou obrigado a comparecer, deveria ser destituído!”, afirmou o republicano em sua rede social Truth Social. “Apenas faço o que os eleitores queriam que eu fizesse” porque “a luta contra a imigração ilegal poderia ter sido a razão número um” da vitória eleitoral de novembro, escreveu em letras maiúsculas, como é seu costume.

Trump ainda afirmou que o juiz não foi eleito e citou que ele foi nomeado pelo antecessor, Barack Obama.

Horas depois, o presidente da Suprema Corte dos EUA, John Roberts, respondeu as declarações. “Por mais de dois séculos, ficou estabelecido que o impeachment não é uma resposta apropriada para desacordos sobre uma decisão judicial”, disse ele em um comunicado. “O processo normal de revisão de apelação existe para esse fim.”

O imbróglio se dá depois de o governo de Trump desafiar novamente a Justiça dos EUA ao deportar mais de 200 supostos membros de uma gangue venezuelana para El Salvador no fim de semana apesar de ordem que bloqueia temporariamente a medida.

Em audiência com o juiz nesta segunda-feira (17), advogados do presidente americano alegaram que o avião já estava no ar e por isso não poderia ser redirecionado de volta aos EUA.

Nesta terça, o Departamento de Justiça pediu que o magistrado anule a ordem e também evitou dar detalhes a respeito dos voos, o que poderia comprovar, por exemplo, se eles deixaram o solo depois da determinação judicial.

Os supostos integrantes do Tren de Arágua foram deportados para o país centro-americano em voos no sábado (15) com base na lei de 1798 que autoriza a detenção e deportação de estrangeiros dos EUA em períodos de guerra declarada.

Os aviões pousaram em El Salvador, a despeito da decisão da Justiça que suspendeu a determinação de Trump.

Nesta segunda (17), a Casa Branca defendeu a medida e afirmou que não houve descumprimento da ordem judicial. “Este governo agiu dentro da lei”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

“O avião já estava sobre águas internacionais com um avião cheio de terroristas e ameaças significativas à segurança pública e virar o avião sobre águas internacionais e reabastecer sobre águas internacionais, voltar com terroristas de volta aos Estados Unidos”, afirmou o diretor do Serviço de Imigração dos EUA, Tom Homan, na segunda.

A Lei dos Inimigos Estrangeiros, criada em 1798, prevê deportações durante “qualquer invasão ou incursão predatória perpetrada, tentada ou ameaçada contra o território dos Estados Unidos por qualquer nação ou governo estrangeiro”.

Trump afirma haver uma invasão de imigrantes no país e alega que a gangue vem “conduzindo uma guerra irregular e tomando ações hostis contra os EUA”.

Em comunicado divulgado pela Casa Branca no sábado (15), Trump afirmou que integrantes do Tren de Arágua estariam “conduzindo uma guerra irregular e tomando ações hostis contra os Estados Unidos”. O objetivo seria desestabilizar o país.

JULIA CHAIB / Folhapress

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