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Ministra na Islândia renuncia após revelação de caso com adolescente ocorrido há 30 anos

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A ministra da Educação da Islândia renunciou na quinta-feira (20) após admitir que, há mais de 30 anos, teve um filho com um adolescente quando já era adulta, segundo a mídia islandesa.

Ásthildur Lóa Thórsdóttir, 58, revelou em entrevista à imprensa que, quando tinha 22 anos começou um relacionamento com um menino de 15. Ela era conselheira em um grupo religioso que ele frequentava. Quando deu à luz, ela tinha 23 e ele 16.

“Já se passaram 36 anos, muitas coisas mudaram nesse tempo e eu definitivamente lidaria com essas questões de forma diferente hoje”, disse a islandesa, em entrevista à RUV TV.

De acordo com a BBC, a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, disse à imprensa que este é “um assunto sério”, mas que não daria detalhes. “É um assunto muito pessoal e, em respeito à pessoa envolvida, não comentarei sobre o conteúdo.”

Segundo a mídia local, a primeira-ministra disse que só teve confirmação da história na noite de quinta. Ela imediatamente convocou Ásthildur para seu gabinete, onde a ministra renunciou.

Ásthildur contou que conheceu o jovem, pai de seu filho, enquanto trabalhava no grupo religioso Trú og líf (Religião e Vida), ao qual ele se uniu devido a dificuldades em casa, segundo a BBC.

O relacionamento foi mantido em segredo, mas o rapaz esteve presente durante o nascimento da criança e nos primeiros meses de vida. A situação mudou, no entanto, quando ela conheceu seu atual marido.

A mídia afirma ter acesso a documentos que mostram que o pai adolescente solicitou ao Ministério da Justiça da Islândia o direito de ver o filho. No entanto, Ásthildur negou o pedido, enquanto, ao mesmo tempo, solicitava –e recebia– pensão alimentícia dele ao longo dos 18 anos seguintes

Na Islândia, embora a idade de consentimento seja 15 anos, é ilegal ter relações sexuais com alguém menor de 18 anos se o adulto for seu professor, mentor, empregador ou responsável financeiramente por essa pessoa. A pena máxima para esse crime é de três anos de prisão.

Na semana passada, um familiar do pai da criança tentou contatar a primeira-ministra sobre o relacionamento.

Kristrún Frostadóttir afirmou na noite seguinte que, ao descobrir que o caso envolvia uma ministra do governo, solicitou mais informações, o que resultou na revelação e renúncia.

Apesar de renunciar ao cargo ministerial, Ásthildur disse que não tem planos de deixar o Parlamento, segundo a BBC.

Redação / Folhapress

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