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Justiça do Rio decreta prisão preventiva de ex-CEO da Hurb

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Justiça do Rio de Janeiro converteu neste domingo (27) a prisão em flagrante do empresário João Ricardo Rangel Mendes, 44, em prisão preventiva, ou seja, sem prazo determinado.

Fundador e ex-diretor executivo da Hurb (antigo Hotel Urbano), Mendes havia sido preso na última sexta-feira (25) após furtar obras de arte de um hotel e de um escritório de arquitetura localizados na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

A Folha não localizou a defesa do empresário.

Durante a audiência de custódia, o promotor de Justiça José Carlos Gouvêa Barbosa defendeu a necessidade da prisão preventiva para garantir a ordem pública. O parecer do Ministério Público foi acolhido pelo Juízo da Central de Audiência de Custódia.

Segundo a investigação da Polícia Civil, Mendes teria furtado uma obra de arte e três esculturas de um hotel na Barra no dia 25. No dia seguinte, ele teria subtraído dois quadros, um tablet e a carteira do proprietário de um escritório de arquitetura localizado em um shopping center da mesma região.

Na decisão, a Justiça destacou ainda que, em consulta à Folha de Antecedentes Criminais de Mendes, foram encontradas diversas anotações anteriores relacionadas a crimes patrimoniais.

O empresário foi preso em uma cobertura na Barra da Tijuca, onde policiais recuperaram parte do material furtado, avaliado em milhares de reais. Apenas uma pintura ainda não foi localizada.

A Hurb, empresa de viagens online fundada por Mendes, enfrenta uma série de ações judiciais movidas por consumidores e fornecedores, especialmente sobre dificuldades com estornos e confirmações de reservas.

Em 2023, a plataforma foi alvo de uma ação do Ministério da Justiça após um aumento significativo de queixas de cancelamentos. O governo deu 48 horas para que a Hurb comprovasse ter recursos financeiros para honrar os pacotes vendidos, sob risco de suspensão de serviços. Em maio, a empresa apresentou um plano de reestruturação.

Naquele mesmo ano, a Hurb foi a líder de reclamações no Procon-SP e teve a venda de pacotes flexíveis suspensa, além de demitir 40% de seu quadro de funcionários. Em setembro de 2024, a empresa anunciou uma plataforma para negociar dívidas com clientes. No mesmo ano, os fundadores da Hurb se tornaram réus por estelionato, acusados de não ressarcirem uma cliente em quase R$ 4 mil.

ALÉXIA SOUSA / Folhapress

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