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Juíza detida pelo FBI por ajudar imigrante é suspensa por corte de Wisconsin

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Suprema Corte do estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, suspendeu nesta terça-feira (29) a juíza Hannah Dugan do cargo depois que a magistrada foi acusada pelo FBI, a polícia federal americana, de ajudar um cidadão mexicano a escapar da deportação.

Dugan foi detida pelo FBI na última sexta (25) em uma escalada da disputa entre o governo Donald Trump, que realiza uma investida contra imigrantes nos EUA, e o Judiciário. Segundo a polícia federal, ela permitiu que Eduardo Flores-Ruiz, que estava no tribunal para responder a acusações de crimes leves, saísse do prédio por outra porta em uma tentativa de despistar os agentes federais que estavam ali para prendê-lo.

Segundo a Suprema Corte de Wisconsin, uma vez que Dugan é acusada de dois crimes federais —obstrução de uma operação policial e ocultar uma pessoa a fim de impedir sua prisão—, suspendê-la do cargo de juíza “é necessário em nome do interesse público”. O órgão máximo do Judiciário do estado tem maioria mais à esquerda, segundo a imprensa americana.

Segundo o relato do FBI da prisão de Dugan, houve um confronto entre a juíza e agentes federais, que afirmaram que ela estava “visivelmente perturbada e com uma postura confrontadora e irritada” quando um grupo de agentes de imigração, da agência antidrogas e do FBI chegou para prender Flores-Ruiz.

“Felizmente, nossos agentes perseguiram o criminoso a pé, e ele está sob custódia desde então”, afirmou na ocasião o diretor do FBI, Kash Patel, conhecido por sua lealdade a Donald Trump.

O chefe do Executivo do condado de Milwaukee, David Crowley, saiu em defesa da juíza. “A declaração do diretor Patel mostra que o FBI de Trump está mais preocupado em instrumentalizar agências que aplicam a lei federal, punir pessoas sem o devido processo legal e intimidar qualquer um que se oponha a essas políticas, do que em buscar justiça”, disse em comunicado.

Registros judiciais de Wisconsin mostram que Flores-Ruiz compareceu na sala de audiências de Dugan para uma audiência pré-julgamento no dia 18 de abril. “Apesar de ter sido informada sobre o mandado administrativo para a prisão de Flores-Ruiz, a juíza Dugan então o acompanhou com seu advogado para fora da sala de audiências através da ‘porta do júri’, que leva a uma área não pública do tribunal”, afirmou a denúncia, que foi escrita por um agente do FBI.

Após ser detida, Dugan fez uma breve aparição como ré em um tribunal federal em Milwaukee, a cerca de um quilômetro de seu próprio tribunal, e em seguida liberada.

Redação / Folhapress

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