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Menopausa sem tabu: médico defende informação e acolhimento para promover o bem-estar feminino

Ondas de calor, insônia, alterações de humor e queda na autoestima. Esses são apenas alguns dos desafios que muitas mulheres enfrentam ao entrar na menopausa — uma fase natural da vida, mas ainda cercada de mitos e desinformação. Para o ginecologista Dr. Maurício Simões Abrão, head nacional de Ginecologia e Obstetrícia da Brazil Health, é hora de tratar o tema com mais clareza e empatia.

“A menopausa não marca o fim da feminilidade, da vitalidade ou da vida sexual. Ela é uma transição biológica, e com o suporte adequado, pode ser vivida com saúde e equilíbrio”, afirma o médico.

Reposição hormonal: vilã ou aliada?

Um dos tabus mais resistentes envolve a terapia de reposição hormonal (TRH). Durante anos, difundiu-se a ideia de que esse tratamento aumentava significativamente o risco de câncer, especialmente de mama. Mas essa visão vem sendo revista.

“Hoje sabemos que, quando bem indicada e monitorada, a TRH pode trazer inúmeros benefícios para a mulher, como melhora nos sintomas vasomotores, no sono, no humor e na saúde óssea — sem elevar substancialmente os riscos”, explica Dr. Abrão.

O segredo está na personalização do tratamento, levando em conta idade, histórico de saúde e intensidade dos sintomas.

Foto: Divulgação.

Apoio emocional e autocuidado também fazem a diferença

Além das mudanças hormonais, o impacto emocional da menopausa também exige atenção. “Baixa autoestima, insegurança e tristeza não devem ser naturalizadas. O acompanhamento psicológico pode ajudar a mulher a ressignificar esse momento”, aponta o especialista.

Dr. Abrão também destaca práticas que ajudam a manter o bem-estar físico e mental:

  • Autocuidado, com atenção à alimentação, pele e corpo
  • Atividade física regular, como caminhadas, ioga ou pilates
  • Redes de apoio, que favoreçam o compartilhamento de experiências
  • Mudança de perspectiva, enxergando essa fase como uma etapa de autoconhecimento e liberdade

Menopausa é transformação — não perda

Para o ginecologista, a menopausa deve ser compreendida como um novo ciclo, e não como um fim. “Precisamos romper com a ideia de que essa fase representa o declínio da mulher. Pelo contrário: pode ser um período de retomada do protagonismo e de redescoberta”, afirma.

Com informação de qualidade, acesso a tratamentos individualizados e apoio emocional, é possível atravessar a menopausa com confiança, autonomia e qualidade de vida. E isso começa com o fim do silêncio e a valorização da saúde da mulher em todas as fases da vida.

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