Polícia Civil desmonta esquema de falsificação de cervejas no Vale do Paraíba

De acordo com a investigação, o grupo criminoso adulterava rótulos e tampas de cervejas populares para revendê-las como marcas premium.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Polícia Civil desmonta esquema de falsificação de cervejas no Vale do Paraíba
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Civil deflagrou na terça-feira (27) a operação “Santo Rótulo”, que investiga um esquema de falsificação e receptação de bebidas em Guaratinguetá e Aparecida, no Vale do Paraíba. A ação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do DEINTER 1, e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão.

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De acordo com a investigação, o grupo criminoso adulterava rótulos e tampas de cervejas populares para revendê-las como marcas premium. Uma fábrica clandestina foi localizada, onde eram armazenados e manipulados mais de 200 engradados, entre garrafas vazias e outras já prontas para a comercialização com as falsificações.

Os policiais também encontraram indícios da atuação do grupo em estabelecimentos comerciais da região, como padarias, supermercados e distribuidoras. Em uma dessas distribuidoras, foram apreendidos outros 150 engradados de cerveja com indícios de falsificação. Celulares e documentos diversos também foram recolhidos para análise.

As investigações apontam que o esquema era liderado por um homem, que utilizava nomes de terceiros para registrar os estabelecimentos envolvidos na distribuição das bebidas adulteradas. Outros cinco suspeitos já foram identificados, incluindo o responsável pela falsificação física dos produtos e o gerente operacional do depósito clandestino.

A operação contou com o apoio da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), que representa a fabricante Ambev. A entidade auxiliou na identificação das garrafas adulteradas, o que ajudou a embasar os mandados judiciais.

Nenhuma prisão foi realizada até o momento. Os materiais recolhidos passarão por perícia e as investigações continuam para responsabilizar todos os envolvidos. Segundo a Polícia Civil, o caso envolve crimes contra as relações de consumo, a saúde pública e a ordem econômica.

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