O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um procedimento para investigar a morte de um funcionário na pista principal do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A vítima, Rodrigo Augusto Barros, de 46 anos, realizava serviços de manutenção quando foi atropelado por uma caminhonete na madrugada desta quarta-feira, 2.
Informações da investigação indicam que ele não usava corretamente o colete refletivo, item de segurança essencial em áreas com pouca iluminação. A força do impacto ficou evidente na parte dianteira do veículo, que ficou bastante danificada.
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Rodrigo trabalhava para uma empresa terceirizada, do setor de construção civil. O veículo era conduzido por um prestador de serviços de uma outra empresa, especializada em tecnologia e engenharia. Segundo o boletim de ocorrência, no momento do acidente não havia pousos ou decolagens programados, e os dois profissionais atuavam em atividades distintas de manutenção na pista.

O motorista relatou que realizava uma avaliação de atrito e retornava para a cabeceira da pista quando atropelou o colega. Ele afirmou que a vítima estava fora do campo de visão dos faróis e sem visibilidade adequada, o que pode ter contribuído para o acidente. Após a colisão, acionou imediatamente a segurança do aeroporto e o socorro médico, mas Rodrigo morreu ainda no local. A causa da morte foi politraumatismo e traumatismo crânio encefálico. O motorista deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
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A Polícia Civil aguarda o laudo pericial e busca por imagens de câmeras de segurança que possam esclarecer a dinâmica do atropelamento. A ausência de equipamentos de segurança está entre os pontos que devem ser analisados na investigação.
O acidente causou impacto nas operações do aeroporto, que ficou fechado por cerca de cinco horas. Nove voos foram cancelados e outros 12 registraram atrasos. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos informou que as atividades foram retomadas normalmente às 6h26 da manhã. Durante o período, passageiros enfrentaram transtornos e tiveram compromissos reprogramados.
O Ministério Público do Trabalho também notificou outros órgãos de fiscalização, como o CEREST, e uma inspeção técnica no local está prevista ainda hoje.



