Lula participa da inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis

Fábrica da montadora chinesa terá capacidade para produzir 50 mil veículos por ano e vai gerar empregos e investimentos bilionários no Brasil.

Marcela Gomes
Marcela Gomes
Chefe de redação na Thathi Record Campinas e editora-chefe do Balanço Geral. Apaixonada por jornalismo, com especialização em Mídia e Tecnologia e pós graduação em Semiótica. Mãe do Nietzsche (o cão, não o filósofo) e do Luck, meu "Felix Felicis".
Lula participa da inauguração da fábrica da GWM em Iracemápolis
Foto: Agência Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira, 15, às 16h, da inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM (Great Wall Motor) em Iracemápolis. A cerimônia contará também com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A nova planta industrial é responsável pela criação de mil empregos diretos no país até o fim de 2025 — sendo 800 deles já neste ano. A operação integra um investimento inicial de R$ 4 bilhões até 2026, que inclui a reativação da antiga fábrica da Mercedes-Benz, adquirida pela GWM. Entre 2027 e 2032, a empresa prevê outros R$ 6 bilhões, totalizando R$ 10 bilhões ao longo da próxima década.

Produção e modelos

A unidade de Iracemápolis será inaugurada com capacidade para produzir 50 mil veículos por ano. Inicialmente, três modelos estão confirmados para a linha de montagem: o SUV híbrido Haval H6, a picape média Poer e o SUV de sete lugares Haval H9. A projeção é que, no futuro, a produção anual alcance 100 mil unidades, com foco também na exportação para países da América Latina.

A GWM é a primeira montadora habilitada no Programa de Mobilidade Verde (Mover), do Governo Federal, que incentiva a fabricação de veículos híbridos plug-in (PHEV) no Brasil. A meta é que, até 2026, 60% do conteúdo dos modelos produzidos seja nacional.

Presença global e tecnologia limpa

Maior fabricante automotiva chinesa de capital 100% privado, a GWM ocupa a quarta posição no ranking mundial de picapes médias e lidera o segmento na China há 24 anos, com mais de 50% de participação no mercado. No mundo, está presente em mais de 60 países, emprega cerca de 70 mil pessoas e mantém oito centros de pesquisa e desenvolvimento.

Em visita à planta no fim de junho, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, testou veículos da marca e elogiou a tecnologia empregada. “O Brasil precisa ser protagonista na produção de tecnologias limpas. E isso só será possível se tivermos protagonismo também no trabalho”, destacou.

No ano passado, Alckmin já havia anunciado no local que o Haval H6 será o primeiro veículo “made in Brazil” da GWM. As primeiras unidades começam a ser fabricadas ainda este ano, em regime de pré-produção.

Sustentabilidade e inovação

O Mover, sancionado pelo presidente Lula em junho, estabelece metas mais rigorosas para a descarbonização da frota automotiva nacional e prevê R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros até 2028 para empresas que investirem em pesquisa, desenvolvimento e novas rotas tecnológicas.

A GWM também firmou, em 2023, um termo de cooperação com o governo de São Paulo para estudos sobre o uso de veículos movidos a hidrogênio, com apoio de universidades e potenciais parceiros para produção a partir de fontes renováveis.

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