O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que “não vê como derrota” as mudanças na relatoria e presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que pegaram o Palácio do Planalto de surpresa. A declaração foi reproduzida nesta quinta-feira (21) durante o Nova Manhã.
“Não vejo como derrota. Não posso falar em nome de todo o governo, mas posso falar que vejo com naturalidade”, afirmou o ministro.
Wolney disse que o ministério vai contribuir com as informações pedidas pela comissão e que, se convidado, fará questão de prestar esclarecimentos a deputados e senadores.
O chefe da Previdência Social também afirmou esperar que os resultados dos trabalhos da CPMI sejam positivos. “Governo não escolhe relatoria ou presidência de CPI. Quem escolhe são os membros do parlamento. Como ministro, só desejo que o interesse público seja a prioridade e que o relatório seja equilibrado”, pediu.
Nessa quarta-feira (20), contrariando as expectativas do governo Lula (PT), a comissão mista para apurar as fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social foi instalada. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente do grupo e indicou para a relatoria o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL).
A mudança de rota foi articulada pela oposição às vésperas da instalação do colegiado. Antes, as indicações dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre – dadas como “quase certas” e acordadas com o Palácio do Planalto – eram o senador Omar Aziz (PSD-AM) para a presidência e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a relatoria. Ambos mais alinhados ao governo.
A derrota escancarou um problema de articulação entre lideranças da base governista, que admitiram o erro e disseram ter “subestimado” a capacidade da oposição.



