Viracopos era usado como rota do tráfico internacional usando ‘mulas’; estrangeiro chefiava quadrilha

Operação Via Corporis revela esquema de tráfico internacional via Viracopos, com estrangeiro no comando e jovens usadas como “mulas”.

Marcela Gomes
Marcela Gomes
Chefe de redação na Thathi Record Campinas e editora-chefe do Balanço Geral. Apaixonada por jornalismo, com especialização em Mídia e Tecnologia e pós graduação em Semiótica. Mãe do Nietzsche (o cão, não o filósofo) e do Luck, meu "Felix Felicis".
Viracopos era usado como rota do tráfico internacional usando 'mulas'
Viracopos era usado como rota do tráfico internacional usando 'mulas'

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 4, a Operação Via Corporis para desarticular uma organização criminosa que usava passageiros como “mulas” para transportar cocaína em voos internacionais. O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, era um dos principais pontos de embarque da droga para a Europa.

A investigação teve início em outubro de 2024, após a prisão em flagrante de uma jovem de 20 anos que tentava embarcar para Paris com 1,3 kg de cocaína engolida em cápsulas. A descoberta levou os agentes a um esquema estruturado, com ramificações no Brasil e no exterior.

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Nesta quinta, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em São Paulo, Guarulhos e Manaus. Entre os alvos está um homem de origem nigeriana, apontado como líder da quadrilha, que já havia sido preso anteriormente por tráfico internacional.

As investigações revelaram que o grupo era responsável por recrutar transportadores, emitir passagens e documentos falsos, além de custear despesas de viagem. Em abril deste ano, uma mulher identificada como treinadora de “mulas” foi presa em Londres, confirmando a atuação internacional da organização.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em contas bancárias e empresas ligadas ao esquema, que movimentou quase R$ 700 mil apenas no segundo semestre de 2024.

Os envolvidos podem responder por tráfico internacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que juntos podem ultrapassar 35 anos de prisão.

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