A Secretaria Municipal de Turismo, Comércio e Empreendedorismo de Santos realizou, nesta segunda-feira (22), uma roda de conversa no Museu Pelé para debater o turismo acessível na cidade. O evento, promovido em celebração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, reuniu pessoas com deficiência e guias de turismo para uma troca de experiências e propostas.
Em resumo, o foco da discussão foi aprimorar a acessibilidade nos atrativos turísticos da cidade, especialmente na comunicação. A iniciativa visa garantir que todos os visitantes possam aproveitar os espaços de lazer e cultura de forma completa. Participaram do encontro representantes de organizações ligadas à inclusão, além de guias de turismo que recebem visitantes em Santos. Durante a conversa, foram abordados temas como a necessidade de uma comunicação clara e a capacitação de profissionais para atender pessoas com deficiência.
Acessibilidade atitudinal: o primeiro passo para a inclusão
A chefe da seção de Formação dos Profissionais de Turismo de Santos, Valentina Resende, destacou a relevância da iniciativa e o compromisso da cidade em se tornar uma referência em turismo inclusivo. “O turismo precisa ser inclusivo. Essa escuta com pessoas com deficiência é fundamental para que possamos construir políticas públicas e práticas que realmente atendam às necessidades de todos”, afirmou.
Por outro lado, o presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Condefi), Luciano Marques, que é cadeirante, enfatizou que a acessibilidade atitudinal é prioritária. “Antes de qualquer acessibilidade física e estrutural, temos que encontrar pessoas preparadas para saber receber com empatia, as pessoas com deficiência”, disse Marques. Ele ainda ressaltou a importância da empatia dos profissionais, explicando que, se as pessoas não forem acessíveis, “não teremos nada”.
Siga o perfil do THMais Band Litoral no Instagram
Faça parte do canal de WhatsApp do THMais e fique bem-informado o dia todo
Se inscreva no canal do Youtube da THMais Band Litoral e veja nossos vídeos
O diálogo foi considerado essencial para o assessor Samuel de Carvalho Sestaro, que tem síndrome de down. “É muito bom ver a Prefeitura abrindo espaço para ouvir nossas demandas”, ele comentou. Além disso, segundo Sestaro, a conversa ajudará a “prestar um atendimento mais humano e qualificado”. Ele também expressou o desejo de ter autonomia “para conhecer os pontos turísticos de Santos com dignidade, segurança e empatia”.



