Vanessa Pedrosa: “O que a voz não diz com palavras: escutar é cuidar”

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A inteligência artificial tem mostrado caminhos promissores para inovar práticas de avaliação emocional — inclusive em situações críticas, como o risco iminente de suicídio.

Um estudo recente analisou marcadores vocais em atendimentos telefônicos de centrais de prevenção, demonstrando que é possível realizar diagnósticos objetivos, eficientes e acessíveis por meio da voz, em contextos reais.

A voz reflete diretamente nosso estado emocional e fisiológico. Quando nos sentimos seguros, o corpo relaxa, a respiração se estabiliza, e a voz mostra mais melodia e mais projeção. É o que o neurocientista Stephen Porges chama de engajamento social — um estado de presença tranquila, onde conseguimos nos comunicar com abertura e atenção. Já sob ameaça, mesmo emocional, a voz pode ficar tensa, apagada, acelerada ou até falhar.

E por que isso importa?

Porque a voz é uma ferramenta de diagnóstico. Ela revela cansaço, sobrecarga, medo, entusiasmo, presença. Quando prestamos atenção, podemos oferecer acolhimento, ajustar o tom, criar pontes.

Então, escute as pessoas à sua volta. O que a voz delas está dizendo além das palavras? O que mudou e você ainda não percebeu?

Observe sinais como velocidade de fala, tom de voz, respiração, modulação das frases. Combine isso com a linguagem corporal e com o conteúdo do discurso — que pode estar mais otimista, mais agressivo ou mais pessimista. Se algo te chamar atenção, oriente, acolha ou busque ajuda.

A atenção à voz do outro pode ser, sim, uma forma de cuidado — e até de salvar vidas.

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