O caso do feminicídio de Priscila Adelangela Moraes, cabeleireira de 40 anos, que abalou Mogi Guaçu nesta terça-feira, 21, ganhou uma reviravolta. Em entrevista, a irmã da vítima disse que o assassino confesso, Dorivaldo da Silva Pereira, de 41 anos, não era seu ex-marido ou companheiro. De acordo com ela, o homem era apenas um “conhecido” ou “amigo” da vítima, com quem ela se relacionava há apenas duas semanas.
Dorivaldo contou à Polícia Militar que, após uma discussão no sítio onde ocorreu o crime, na rodovia SP-340, foi esfaqueado na perna pela vítima. Em seguida, ele pegou a faca e desferiu múltiplos golpes em Priscila, incluindo no pescoço e na barriga. Ele confessou ainda ter tentado esquartejar o corpo, mas não conseguiu. Depois, limpou a cena do crime, colocou o corpo no porta-malas do carro da vítima e o jogou em um lago na propriedade, usando pedras para afundá-lo.
O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 22h. Dorivaldo foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio consumado e ocultação de cadáver.
Família em luto e apelo por justiça
Em um depoimento emocionado, a irmã de Priscila, Mariana, contou que a família está “desnorteada” e fez um apelo por agilidade para a liberação do corpo pelo IML, que se encontra em reforma, para que possam realizar o sepultamento. “Minha mãe precisa do toque, do cheiro. E minha mãe não vai ter isso, porque ele tirou isso da minha mãe”, desabafou.
Sobre a motivação do crime, a família acredita que a versão de que Priscila o teria esfaqueado primeiro não é verdadeira. Eles alegam que a vítima havia passado por uma cirurgia recente no útero e estava em estado vulnerável, o que tornaria a reação dela improvável. “Não partia dela agredir esse homem com a faca”, afirmou Mariana.
A expectativa da família agora é que a Justiça atue com rigor. “Eu espero que ele pague pelo que ele fez. Que cada dia, cada minuto que ele lembre da minha irmã”, disse a irmã da vítima. Priscila deixa dois filhos: um jovem de 18 anos e uma menina de 4 anos de idade.



