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Prefeito de Araçatuba diz que CPI da Guarda é picuinha política

Lucas Zanatta disse que há uma tentativa de desgastar sua imagem e que não existe irregularidade em sua escolta

Zanatta em coletiva de imprensa: "picuinha política" | Foto: Alessandra Nogueira

O prefeito de Araçatuba (SP), Lucas Zanatta (PL), rebateu a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o uso da Guarda Municipal, tratando-a como “uma picuinha política e uma cortina de fumaça”. Durante uma coletiva de imprensa na tarde de sexta-feira (24), Zanatta defendeu a legalidade de sua escolta pessoal, acusou a oposição de tentar desgastar sua imagem e apontou o que considera serem os verdadeiros problemas que a cidade enfrenta e que, segundo ele, não recebem a mesma atenção do legislativo.

Acompanhado pela vice-prefeita Nice Zucon (PL) e pelo vereador Fernando Fabris (PL), o prefeito sustentou que a utilização de guardas municipais para sua segurança é uma prerrogativa amparada pela legislação federal. Ele também esclareceu a questão da Função Gratificada (FG) paga aos agentes, definindo-a como uma compensação legítima para servidores que assumem responsabilidades adicionais, sem direito a horas extras ou banco de horas.

Zanatta detalhou que os guardas recebem a FG2, uma gratificação por serviços que pode ser custeada por uma secretaria diferente da qual o servidor está lotado. “Ela não é como a FG1, que é voltada para uma função específica”, explicou, comparando sua escolha com a da gestão anterior, que utilizava motoristas lotados em outras pastas, como Comunicação e Desenvolvimento Econômico. “No meu caso, optei pelos guardas municipais, que são habilitados e exercem a função de segurança”, pontuou.

Sem bancada

O prefeito dirigiu críticas à ex-vice-prefeita e atual presidente da Câmara de Araçatuba, vereadora Edna Flor (Podemos), a quem atribuiu a articulação para a abertura da CPI. Ele qualificou a atitude como “incoerente”, lembrando que ela própria, segundo ele, utilizou um motorista com FG1. Zanatta também mencionou que o ex-prefeito Dilador Borges (PSD) adotou um sistema similar.

Ele também questionou a mudança de postura de vereadores que votaram contra uma CPI da Saúde, mas apoiaram a investigação sobre sua escolta. Ao ser questionado, citou os vereadores Gilberto Batata Mantovani (PSD) e João Moreira (PP). Moreira, no entanto, assinou a CPI proposta para investigar a saúde de Araçatuba, em 2024.

Sobre sua relação com o legislativo, Zanatta foi enfático: “A Câmara Municipal é livre, eu não mando no voto dos vereadores”. Ele reiterou que não possui uma bancada de apoio e que essa postura não mudará.

Ameaças e Prioridades

Zanatta justificou a necessidade de reforçar sua segurança pessoal a uma série de ameaças que alega ter recebido após intervir em um contrato com a Organização Social de Saúde Mahatma Gandhi, investigada pelo Gaeco por desvio de dinheiro público. “Chegou a informação, por meio das Forças de Segurança, de que havia uma ameaça contra mim. Eu não vou ficar vulnerável na rua, até porque eu tenho um filho pequeno”, desabafou.

Por fim, o prefeito sugeriu que a Câmara deveria focar sua energia em fiscalizar os “verdadeiros problemas” da cidade. Ele defendeu a criação de uma “CPI da Saúde” e a investigação de obras problemáticas, como a tubulação da rua Pompeu, o terminal urbano interditado por falhas estruturais e o atraso nas obras de Taveira.

“Cria-se um fato político para desgastar a minha imagem”, concluiu, confirmando que seu partido participará da CPI por ter uma das maiores bancadas.

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