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Santa Casa de Araçatuba moderniza sistema de produção de gases medicinais

Sistema automatizado substitui compressores a óleo, reduz 30% do consumo de energia e gera economia anual de R$ 100 mil na Santa Casa de Araçatuba.

Divulgação

Automatizado, o novo sistema produz gases em acordo às normas vigentes e substituiu compressores a óleo por equipamentos modernos;  hospital vai  economizar R$ 100 mi/ano com manutenções e reduzir em 30%  o consumo de energia

Entrou em operação nesta semana, o  novo sistema de geração de ar comprimido medicinal produzido por uma das centrais que integram o complexo da Usina de Geração de Gases da Santa Casa de Araçatuba. O complexo é formado por estrutura para produção própria de insumos essenciais aos quase 320 mil procedimentos médico-hospitalares realizados por ano: oxigênio (O₂) e ar comprimido medicinais, e vácuo clínico.

O investimento  foi efetuado para modernização da central de gases medicinais, que tem como função fornecer ar comprimido de altíssima pureza, livre de óleo, impurezas e contaminantes, para aplicações em terapias  como por exemplo, ventilação  mecânica  através de respiradores,  anestesias e inalação de medicamentos.

Totalmente automatizada, a central substituiu o G.A 18, sistema composto por compressores a óleo, instalado em 2006, data da entrada em operação da torre com 100 leitos como suporte necessário à expansão do hospital. Em quase duas décadas de funcionamento, o sistema  foi superado por tecnologia de ponta que atende às normas vigentes (ABNT 12.188 e RDC 50 ANVISA) para segurança dos pacientes, economia e sustentabilidade.

A nova estrutura substituiu os compressores a óleo por  moderno sistema de tratamento do ar, composto por resfriadores, filtros coalescentes, secadores de refrigeração e adsorção, que garantem a retenção e eliminação de poluentes e contaminantes contidos no ar atmosférico e a geração de um ar de elevadíssima pureza e qualidade.

“Esse investimento não é apenas uma adequação às normas mais recentes, mas uma mudança de paradigma na infraestrutura hospitalar. Com a nova tecnologia, conseguimos reduzir os custos de manutenção, diminuir o consumo de energia elétrica e, ao mesmo tempo, elevar a confiabilidade do sistema, que é vital para o suporte à vida de pacientes em áreas críticas como UTIs, centro cirúrgico e pronto-socorro”, explicou o provedor da Santa Casa de Araçatuba, dr. Éverton Santos.

O novo sistema suprirá as demandas atuais do hospital e está capacitado para o aumento nos atendimentos projetado para os próximos cinco anos.

“É uma inovação silenciosa, mas de grande impacto: o paciente talvez não perceba diretamente, mas sente os efeitos de um hospital mais seguro, sustentável e preparado para o futuro”, define o provedor ao explicar que “cada avanço técnico que implantamos traduz o compromisso da Santa Casa com a excelência e a responsabilidade no uso dos recursos que sustentam a nossa missão filantrópica”.

Economia

A nova central  produz os gases medicinais distribuídos através de dutos que abastecem 320 pontos do complexo hospitalar. O sistema foi implantado no hospital através de comodato que custará em torno de R$ 100 mil por ano referente à locação dos equipamentos da Maximize Indústria e Comércio, empresa especializada presente no mercado há 25 anos, período em que atendeu mais de 100 hospitais e clínicas no país.

O investimento não se restringe à locação dos equipamentos. O contrato inclui manutenção, monitoramento remoto permanente e assistência técnica 24 horas. Essas demandas e a troca de filtros, manutenção crucial do sistema anterior, custavam ao hospital R$ 200 mil/ano.

Com o novo sistema, a Santa Casa também vai obter economia significativa no consumo de energia elétrica, que estimada em torno de 30%, “porque os compressores possuem tecnologia inverter, sistema que ajusta a velocidade de operação automaticamente em tempo real em relação à demanda”, explica o coordenador de Infraestrutura Hospitalar, Fagner Marcelo Pires de Camargo.

Para o superintendente da Santa Casa de Araçatuba, Fabiano Ferreira de Paula “esta mudança representa mais confiabilidade na produção e fornecimento desses gases para os pacientes e economia real e sustentabilidade para a instituição”.

Mais investimentos

A modernização da central de gases medicinais é o segundo investimento efetuado neste ano para otimizar os sistemas que produzem e distribuem ar medicinal para terapias respiratórias e procedimentos cirúrgicos para todo o complexo hospitalar.

No mês de julho, foi iniciado a estruturação do projeto para substituição do Tanque Criogênico Vertical, unidade de armazenamento de oxigênio liquido. Essa reserva é necessária para assegurar ar medicinal aos leitos, por um período de até 72 horas, para utilização em caso de pane na Usina de Oxigênio que o hospital possui para abastecer o complexo hospitalar. 

O novo tanque que já está sendo preparado pela indústria para ser instalado no hospital, terá capacidade de armazenar 20 mil litros de oxigênio liquido, que representa aumento de 300% em relação aos 5 mil litros do tanque atual. O novo sistema obedece à todas as normas que disciplinam a atividade e dará ao hospital a estrutura necessária para atender crescimento futuro das demandas de atendimento.

A viabilização do projeto de substituição foi possível graças a aporte de R$ 355 mil, efetuado pelo UniSALESIANO, através do Programa Mais Médicos.

Com  sistema completo próprio, a Santa Casa de Araçatuba tem autossuficiência  na produção de um três dos principais insumos utilizados em todas as suas unidades de assistência ao paciente. Essa estrutura fundamental é composta por  Usina de Oxigênio, implantada em 2001 e modernizada em 2019, que  produz  120 m³/h. de O₂;  central  de vácuo clínico, modernizada em 2023  quando passou a fornecer 150 m³/h.; e a nova central de gases medicinais.

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