O presidente Lula participa a partir do próximo domingo, 7 de novembro, da quarta Cúpula da Comunidade dos Países Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). O encontro acontece na cidade de Santa Marta, na Colômbia, juntamente com a União Europeia. A expectativa é que as tensões entre Estados Unidos e a América Latina também entre na pauta.
No encontro que teve com Donald Trump na Ásia, Lula se colocou à disposição para mediar conversar entre EUA e o governo de Nicolás Maduro, após as relações acirrarem nas últimas semanas.
Lula também reforçará a cooperação entre América Latina e Europa. A cúpula deve aprovar a “Declaração de Santa Marta” e o “Mapa do Caminho 2025-2027”. Os textos preveem ações em comércio, clima, transição energética, combate ao crime organizado e inclusão social.
Segundo o Itamaraty, a presença do presidente brasileiro reafirma a “prioridade de integração regional” na política externa. E é uma sinalização pela escolha ao “diálogo estratégico” com a UE, que movimenta mais de U$ 300 bilhões em comércio com a região.
Tensões entre EUA e Venezuela
As tensões entre norte-americanos e venezuelanos aumentaram a partir do dia 2 de setembro quando os EUA mataram 11 pessoas em um ataque a uma embarcação na região do Caribe.
Logo depois, os Estados Unidos fizeram outros ataques que também atingiram embarcações colombianas. Já o governo Trump minimizou as possibilidades de ataques em solo. Lula afirmou que não quer que a crise avance para uma invasão terrestre.
Ao mesmo tempo, numa reunião fechada no Congresso norte-americano, o governo Trump admitiu, nesta semana, que não há justificativas legais para atacar a Venezuela. Segundo o Republicano, as operações no Caribe se limitam apenas ao combate ao narcotráfico.
Mas a declaração foi dada no mesmo dia que o Senado votou contra um projeto do partido Democrata que limitava ações do governo sem autorização do Congresso.



