Companheiros virtuais: como a inteligência artificial ajuda a combater a solidão entre idosos

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Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

A solidão na terceira idade é um problema crescente de saúde pública, com impacto direto na saúde física e mental. “O isolamento social aumenta o risco de doenças cardíacas, depressão, declínio cognitivo e até reduz a expectativa de vida em até 15 anos”, alerta a geriatra Julianne Pessequillo. Nesse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como uma aliada na promoção do bem-estar e da autonomia de idosos.

Como a tecnologia ajuda na rotina

Assistentes virtuais como Alexa e Google Assistente interagem com os idosos, conversam, contam piadas, lembram compromissos e emitem alertas de medicamentos. “Essas tecnologias podem transformar a rotina, estimulando o cognitivo e reduzindo a sensação de solidão”, explica a médica. Sensores inteligentes, câmeras e relógios conectados também monitoram sinais vitais, detectam quedas e enviam alertas para familiares e serviços de emergência.

A IA ainda contribui para inclusão digital, oferecendo leitura de textos para quem tem deficiência visual, transformando dados em áudio e facilitando a interação com o ambiente. Isso permite que idosos mantenham atividades significativas e uma vida mais independente.

Foto: Divulgação.

Desafios éticos e sociais

Apesar dos benefícios, o uso da IA traz desafios importantes. “Há riscos relacionados à privacidade de dados e à substituição de relações humanas por interações virtuais. A tecnologia deve ser complementar, e não um substituto da presença familiar ou de redes de apoio”, ressalta Pessequillo.

Com uso responsável e soluções adaptadas à realidade cultural brasileira, os companheiros virtuais podem se tornar aliados no combate à solidão, promovendo um envelhecimento mais digno, ativo e conectado.

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