Deputado do PSOL é retirado por policiais da cadeira do presidente da Câmara

A ação foi conduzida por agentes da Polícia Legislativa depois que o parlamentar se recusou a deixar o assento

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da cadeira da Presidência da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (9) após um protesto contra o processo de cassação movido contra ele. A ação foi conduzida por agentes da Polícia Legislativa depois que o parlamentar se recusou a deixar o assento.

Segundo Glauber, a ocupação da cadeira era uma forma de manifestação contra a possibilidade de perda de mandato e contra a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), de colocar em votação o projeto de lei da dosimetria para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O deputado afirmou que só sairia do local caso fosse retirado pela polícia — o que acabou acontecendo minutos depois.

A atitude provocou a interrupção dos trabalhos legislativos, a retirada de jornalistas e assessores do plenário e o corte da transmissão da TV Câmara logo após o início do protesto.

Em suas redes sociais, Hugo Motta criticou duramente a conduta do deputado. O presidente da Câmara afirmou que Glauber “agrediu o funcionamento das instituições” e comparou o comportamento dele ao de “extremistas que tanto critica”. Motta disse ainda que a democracia precisa ser “protegida do grito e do gesto autoritário”.

O presidente determinou também a apuração de possíveis excessos envolvendo a cobertura jornalística durante a ocorrência.

Íntegra do posicionamento de Hugo Motta

No texto publicado nas redes sociais, Hugo Motta declarou que, ao ocupar a cadeira da Presidência, Glauber não desrespeitou apenas o presidente em exercício, mas “a própria Câmara dos Deputados e o Poder Legislativo”. Ele classificou o ato como reincidente, citando protestos anteriores realizados pelo parlamentar.

Motta afirmou ainda que “o extremismo não tem lado” e defendeu que a democracia deve ser protegida diariamente “da intimidação travestida de ato político”.

Entenda o caso

  • Glauber Braga ocupou a cadeira da Presidência em protesto ao processo de cassação contra ele.
  • O deputado também se opôs à votação do projeto de dosimetria para condenados pelos atos de 8 de janeiro.
  • A ação resultou na paralisação das atividades e na retirada de profissionais do plenário.
  • A TV Câmara teve a transmissão interrompida durante o episódio.
  • O presidente Hugo Motta classificou o ato como uma agressão ao funcionamento institucional e determinou apuração interna.

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