Especialista alerta para avanço da violência doméstica e reforça importância da rede de apoio

Lilian destacou que a maior parte das agressões ocorre dentro de casa, cometidas por alguém em quem a vítima confiava

Imagem: Reprodução

Em entrevista concedida ao Manhã TH+, na TH+ SBT Tambaú, a advogada Lilian Sena, especialista em Direito de Família, fez um alerta sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher no Brasil. A conversa, mediada pelos apresentadores Josival Pereira e Anne Gomes, destacou dados preocupantes e reforçou caminhos para a proteção das vítimas.

Segundo Lilian, o país vive uma “infeliz realidade”, marcada pelo crescimento dos feminicídios e pela ampliação das diversas formas de agressão. Ela lembrou que, além da violência física, existem outros tipos igualmente graves, como a violência moral, psicológica, sexual, patrimonial e a violência financeira, que deixa a mulher dependente do agressor.

A advogada também chamou atenção para modalidades menos discutidas, como a violência processual, que ocorre quando a vítima é prejudicada ou revitimizada no decorrer de ações judiciais, e a violência vicária, em que o agressor usa os filhos para atingir a mulher, muitas vezes por meio de ameaças envolvendo alienação parental ou disputas de guarda.

Lilian destacou que a maior parte das agressões ocorre dentro de casa, cometidas por alguém em quem a vítima confiava. “É lamentável perceber que o espaço que deveria ser o mais seguro acaba se tornando um ambiente de risco”, afirmou.

Durante o bate-papo, a advogada reforçou que as mulheres não estão desamparadas. Ela citou a importância de procurar uma delegacia especializada da mulher e acionar a rede de apoio, que inclui a Patrulha Maria da Penha, assistência social, atendimento psicológico, Defensoria Pública e Judiciário. As medidas protetivas, segundo Lilian, continuam sendo instrumentos fundamentais para o afastamento imediato do agressor.

A especialista mencionou ainda a nova Lei 15.200.280, que amplia penas para agressores, reforça dispositivos da Lei Maria da Penha e prevê o uso de monitoramento eletrônico após a saída da prisão, entre outras medidas voltadas à proteção da vítima.

Lilian enfatizou que romper o ciclo de violência é um desafio, especialmente quando há dependência emocional ou financeira. No entanto, ela reforçou: “Você não está sozinha. Existem caminhos, leis e profissionais preparados para ajudar.”

A advogada participa semanalmente do programa, sempre às quintas-feiras, trazendo orientações sobre temas ligados ao Direito de Família. Ela também mantém canal aberto com o público por meio de sua rede social @liliancenavocacia.

O encontro desta semana reafirmou a mensagem central: em meio ao aumento dos casos de violência, é essencial que mulheres continuem buscando ajuda e acreditando na existência de uma rede de proteção capaz de garantir segurança e amparo.

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